domingo, 2 de maio de 2021

Por que o bambu é considerado a matéria-prima do futuro

 A construção civil é considerada uma das principais causadoras de impacto ambiental no mundo. Um jeito de mitigar isso, por comprovação científica e eficiência energética, é a escolha dos materiais.




O bambu é o maior exemplo disso pois apresenta um excelente custo-benefício. Apesar de ser uma gramínea, ele é a melhor alternativa sustentável à madeira. Ele cresce rápido nos mais diversos climas e solos, capta uma grande quantidade de CO2 do ar, tem uma enorme resistência e flexibilidade, além de ter um transporte fácil por ser leve e compacto.

O bambu está se tornando cada vez mais um material acessível e altamente disponível dentro do mercado brasileiro graças ao crescimento de fornecedores, arquitetos, designers e mão de obra especializada.

Muitas vezes nos perguntam: “Por que construir com bambu?”

Gostaríamos de compartilhar com vocês os 8 principais argumentos que utilizamos para defender o uso dessa planta incrível no projeto e na obra!

1. Um recurso renovável

Pode servir como substituto das madeiras de lei, oferece uma chance de reduzir drasticamente o desmatamento das florestas nativas e proteger as madeiras nobres em extinção.

2. Absorve gases do efeito estufa

O bambu absorve dióxido de carbono (CO2) e libera 35% de oxigênio a mais do que outras árvores na atmosfera.

3. Tem uma alta taxa de crescimento
Algumas espécies de bambu crescem mais de um metro por dia! Nenhuma planta no planeta apresenta uma taxa de crescimento tão rápida.

4. Desperdício mínimo
Após a colheita, praticamente todas as partes da planta são usadas para fazer uma ampla variedade de produtos.

5. Versatilidade
O bambu pode substituir o uso de madeira para quase todas as aplicações. Papel, piso, móveis, carvão, materiais de construção e muito mais. Além disso, as fibras de bambu são mais fortes do que outras fibras

6. Não precisa de fertilizantes, pesticidas ou herbicidas
Ao contrário da maioria das plantas cultivadas para comercialização, o bambu não requer produtos químicos agrícolas. O cultivo de bambu não adiciona substâncias químicas ao meio ambiente.

7. Proteção do solo
O sistema de rizomas do bambu permanece intacto após a colheita e impede a erosão do solo ajudando a reter nutrientes para a próxima colheita

8. Cresce em diversos lugares
De terras baixas à altitudes mais elevadas, o bambu prospera em uma ampla gama de climas, pode até crescer em regiões áridas e ajuda a preservar a umidade vital do solo.

Por Brianna Bussinger e Rafael Alves

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Série fotográfica mostra os sorrisos escondidos no rosto das pessoas

 Há alguns anos, o fotógrafo francês Réhahn viajou para o Vietnã com o propósito de registrar a cultura desaparecida das minorias étnicas do país. Para isso, ele tirou belas fotografias de pessoas escondendo seus sorrisos e, em seguida, documentou-as numa série chamada Hidden Smiles.



 

Durante viagem pelo Vietnã, Réhahn percebeu que, muitas vezes, as pessoas locais têm o hábito de cobrir a boca quando olham para a câmera, tímidas perante a situação. Embora os sorrisos sejam escondidos pelas mãos das pessoas, suas feições radiantes não passam despercebidas; na verdade, transmitem uma cena reconfortante.

As fotografias de Réhahn revelam uma energia oclusa por trás dos sorrisos envergonhados das pessoas. O francês espera que essas fotos ajudem a inspirar felicidade nos outros. Até agora, ele tirou mais de 40.000 fotografias como parte de seu projeto, e conquistou a admiração de muitos personagens interessantes.

Em entrevista para o jornal inglês Daily Mail, o fotógrafo disse:

“Eu acho que uma boa fotografia acontece quando você consegue capturar a alma e ler uma história nos olhos das pessoas. Mas capturar emoção não é uma coisa fácil. O tempo é a chave.”Desde a publicação de um livro em janeiro de 2014, Réhahn ganhou bastante reconhecimento. O fotógrafo tem sido destaque em vários jornais e revistas internacionais, e já ganhou mais de 430.000 fãs na sua  página no Facebook.  

domingo, 14 de março de 2021

Fotógrafa captura a beleza única de crianças com cabelos cacheados

 Sujata Setia é uma aclamada fotógrafa residente no Reino Unido, reconhecida pelas histórias que suas fotos transmitem, pelas quais recebeu prêmios internacionais e publicações na Forbes, The Daily Mail, Good Housekeeping Magazine, Country Living Magazine, entre outras.



Um dos trabalhos mais recentes de Sujata foi fotografar a beleza de crianças com cabelos “inusitados”, como ela mesma descreveu ao site Bored Panda. Segundo ela, a intenção desta sessão fotográfica foi “trazer à tona que ‘preconceitos baseados na textura do cabelo’ não são apenas um conceito… é algo real e as crianças são obrigadas a enfrentá-lo em muitos momentos de suas vidas.




Além disso, Sujata mencionou que seu objetivo para esta sessão de fotos “era fazer com que essas crianças experimentassem o mundo mágico da infância e se esquecessem de tudo de uma vez. Então, eu as levei a lugares onde elas poderiam passar algum tempo juntas livremente na companhia de animais fofos.”

Além disso, Sujata relatou as histórias negativas que crianças pequenas sofrem por terem um tipo de cabelo diferente dos outros: “’As pessoas sempre querem tocar no cabelo! Os amigos chamam de fofo. Isso a deixa as crianças tão chateadas que às vezes elas se perguntam por que seu cabelo não é como todos os outros”.


Por fim, Sujata relatou que “assim que enviei essas fotos para as famílias das crianças, uma das mães respondeu dizendo: ‘Não consigo parar de olhar as fotos. Teve um grande impacto na Ava. Ela ficou já muito brava com o cabelo dela e até queria cortá-lo, mas depois dessa sessão de fotos que você fez com ela, mostrei as fotos e disse: olha que linda você é e ela abriu um grande sorriso em seu rosto. Agora ela reencontrou a confiança que há muito havia perdido. Até ver as outras garotas com cabelos iguais ao dela ajudou muito.’


sábado, 27 de fevereiro de 2021

Você pode enganar o corpo com outra pele, mas não o coração com outra alma

 Definitivamente qualquer um pode nos provocar arrepios, qualquer um pode agitar nossos sentidos, fazendo-nos sentir muitas emoções e sensações associadas a uma liberação hormonal, que responde a um processo químico e biológico do nosso corpo, porém, a conexão que sentimos entre nossas almas, essa sim, vai além de tudo que podemos perceber com nosso corpo.




Nós podemos substituir uma carícia por outra, alguns beijos por outros, mas quando vamos mais além, não podemos enganar nossos corações, não encontraremos olhares que nos façam sentir o mesmo, nem aquele sentimento de estarmos sempre conectados

Quando dois corações daqueles que fizeram um acordo de almas se separam, o vazio que se sente é profundo, afoga, queima, suspende a respiração, não há mais nenhuma satisfação, conforto e acoplamento que pertença a duas almas que viajaram juntas por mais tempo do que podemos reconhecer.

Certamente as missões terminam, muitas vezes amando intensamente dois corações devem seguir caminhos diferentes para aprender o que é necessário, para chegar onde deveriam e não sabemos se neste plano ou outro, mas certamente estas almas estarão juntas novamente. No entanto, enquanto eles estiverem fisicamente distantes na estrutura terrena, eles serão capazes de reconhecer sua energia, mesmo que não possam sequer ver um ao outro.

Uma vez que estamos em contato com esse ser que sabemos que nos leva além do tangível, não podemos nos enganar ao nos conectarmos com outra pessoa, o sentimento será gravado em nossa essência, nossa mente ficará confusa e tentará substituir o que um dia la lhe deu prazer, nosso corpo vai encontrar outras maneiras de se sentir à vontade, mas nossa alma sempre nos fará um chamado especial para retornar a onde pertencemos, sabendo plenamente o que é amor verdadeiro.

Além de sermos capazes de identificar o que nos acontece, devemos ser gratos por termos estado em contato com nossa pessoa especial, conscientes de que, não importa o que aconteça nesta vida transitória, o amor nos une, nos alimenta e transcende acima do que nós nossa razão consegue entender.

Vá em frente, continue com sua vida, tudo passa por algo e o que é para você, será no momento preciso. Sempre confie que o melhor ainda está por vir e ouça o que seu coração lhe diz, o que não lhe permite ser facilmente enganado.

Imagem de: Tomasz Alen Kopera

Por: Sara Espejo



domingo, 7 de fevereiro de 2021

Biografia de Cora Coralina:

 Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Publicou seu primeiro livro quando tinha 75 anos e tornou-se uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional.



Ana Lins dos Guimarães Peixoto conhecida como Cora Coralina, nasceu na cidade de Goiás, no Estado de Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador, nomeado por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão. Cursou apenas até a terceira série do curso primário.

Primeiros Poemas

Cora Coralina começou a escrever poemas e contos quando tinha 14 anos, chegando a publicá-los, 1908, no jornal de poemas “A Rosa”, criado com algumas amigas. Em 1910, seu conto "Tragédia na Roça" foi publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, indo morar em Avaré, no interior de São Paulo. Em 1922, Cora Coralina foi convidada para participar da Semana de Arte Moderna, mas foi impedida pelo marido.

Em 1934, depois da morte do marido, Cora Coralina tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos. Viveu por muito tempo de sua produção de doces. Embora continuasse escrevendo, produzindo poemas ligados à sua história e aos ambientes em que fora criada, se dizia mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno.

Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros. Em 1936, muda-se para Andradina, onde começa a escrever para o jornal da cidade. Em 1951 candidata-se a vereadora. Passados cinco anos, resolve voltar para sua cidade natal. Em 1959, com 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e entregá-las aos editores.

Primeiro Livro

Em 1965, com 75 anos, Cora Coralina conseguiu realizar o seu sonho de publicar o primeiro livro "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1970, toma posse da cadeira nº. 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Em 1976, lança seu segundo livro "Meu Livro de Cordel". O interesse do grande público só foi despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.

Nos últimos anos de sua vida, sua obra foi reconhecida sendo convidada para participar de conferências e programas de televisão. Cora Coralina foi agraciada com o título de Doutor Honoris Causa da UFG. Recebeu o "Prêmio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983, com o livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha”. Em 1984 é nomeada para a Academia Goiânia de Letras, ocupando a cadeira nº. 38.

A poetisa que escreveu sobre o seu tempo e sobre o futuro, destacando a realidade das mulheres dos anos de 1900 é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a cidade de Goiás com sua paisagem urbana predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos 18 e 19, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, dado pela Unesco. A casa onde morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.

Cora Coralina faleceu em Goiânia, Goiás, no dia 10 de abril de 1985.

Poema: Meu Destino

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.

Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes – 
íamos sozinhos por estradas diferentes.

Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...

Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.

Esse dia foi marcado 
com a pedra branca da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

(Na foto Cora Coralina recebe homenagem da GOOGLE)

sábado, 30 de janeiro de 2021

As pessoas ofendem-se com quem é autêntico.

 As pessoas ofendem-se com quem é autêntico. Uma de nossas características enquanto seres humanos gregários vem a ser a necessidade de interação com o próximo e, para tanto, precisamos ser aceites. É na comunicação com o mundo que nos rodeia que amadurecemos nossas ideias e nos tornamos capazes de agir frente ao que nos desagrada. Em determinadas situações, é em grupo que nos fortaleceremos e nos motivaremos a continuar.



Essa necessidade de aceitação é mais forte entre os adolescentes, que querem se autoafirmar junto àqueles com os quais se identifica, ou mesmo junto aos que julgam descolados. A maturidade vem nos tranquilizar nesse sentido, facilitando a nossa conformidade com o que somos e temos, tornando-nos mais aptos a nos aceitar, a sermos o que pulula aqui dentro.

Infelizmente, muitos não conseguem encontrar a própria individualidade, incapazes que são de se tornarem seres autônomos, com vontades e desejos próprios, permanecendo dependentes do julgamento alheio enquanto viverem. Passam a vida a seguir o rebanho homogéneo do que é comum, socialmente disseminado como o certo, do que é da maioria, menos de si próprio. Lutam contra si mesmos, deixando adormecidosos seus sonhos e aspirações, por medo da censura alheia.

Isso porque não é fácil viver as próprias verdades, correr atrás do que faz o nosso coração vibrar, dizer o que sentimos, exprimir o que pensamos, haja vista o policiamento ostensivo de gente que critica agressivamente qualquer um que não siga o rebanho dos ditames e convenções sociais já cristalizadas. Hoje, ser alguém único, autêntico, verdadeiro consigo mesmo, é ofensivo e passível de ataques condenatórios por parte da sociedade.

Até entendemos a homogeneidade nas vestimentas e linguajares de adolescentes, porém, a vida adulta nos impõe nada menos do que viver o que se é, lutar pelo que se acredita, fazer o que se gosta, sem ferir ninguém, mas agindo de acordo com que pulsa dentro de cada um de nós. Agradar a maioria, enquanto se vive em desagrado íntimo, equivale a uma tortura diária e injusta. Nascemos livres para sermos nós mesmos, porque não há nada mais belo e prazeroso do que uma vida sem mentiras e frustrações.

Créditos: MArcel Camargo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Almada Desenvolvida - Década de 90

Nos anos 90 o concelho de Almada tem um enorme impulso no desenvolvimento das estruturas viárias, dos equipamentos escolares, da rede municipal de equipamentos desportivos, culturais, sociais e juvenis, na criação de habitação social, de parques e de zonas verdes – é a Década do Desenvolvimento Integrado.

                                  

Amplia-se a rede viária estruturante, a rede principal de abastecimento de água e de saneamento e inicia-se a construção das Estações de Tratamento de Águas Residuais. Constrói-se o grande pulmão verde da cidade – os 60 hectares do Parque da Paz.

É a década da construção e entrada em funcionamento da Rede Municipal de Infra-estruturas Desportivas e da Rede Municipal de Equipamentos Culturais, inicia-se o processo do Museu da Cidade e do novo Teatro Municipal.

O Núcleo Histórico de Almada Velha é recuperado, sendo criados novos centros de interesse turístico, cultural, social e empresarial: recuperação do Jardim do Castelo, construção do elevador da Boca do Vento, do Jardim do Rio e do Jardim Botânico.

É aprovado o Plano Director Municipal, são criadas as Agências de Desenvolvimento Local, a Casa Municipal do Ambiente com o Plano Municipal de Ambiente, o Madan Parque - Parque de Ciência e Tecnologia.

Tem início a primeira fase de um programa de habitação social, com mais de um milhar de habitações e o realojamento e inserção de famílias. São viabilizadas ou construídas novas áreas de abastecimento: Mercados da Charneca e do Feijó, área comercial da Sobreda/Charneca e Almada Fórum.

As necessidades na área da saúde encontram resposta no Hospital Garcia de Orta, nos novos Centros de Saúde. Para dar resposta a algumas questões de segurança é criada a Divisão de Almada da PSP e o Conselho Municipal de Segurança dos Cidadãos.

O Ensino Superior afirma-se com a expansão da Faculdade de Ciência e Tecnologia, do Instituto Piaget e entrada em funcionamento do Instituto Superior de Ciências da Saúde e da Escola Egas Moniz.

Na área da mobilidade é a altura da entrada em funcionamento do comboio da ponte e do avanço da luta pelo Metro Sul do Tejo. Os anos 90 correspondem a uma acelerada transformação em todos os campos da vida local, individual e colectiva.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Ser resiliente não é ter força para avançar; é avançar, mesmo que não tenha força

 Você já se sentiu tão exausto, dividido, desiludido ou desamparado que pensou que não poderia seguir em frente? Você se sentiu à beira do precipício sem escolha, ou emocionalmente em baixo ?




Você já se sentiu tão exausto, dividido, desiludido ou desamparado que pensou que não poderia seguir em frente? Você se sentiu à beira do precipício sem escolha a não ser se render ou emocionalmente embaixo ?

Acontece com todos nós: às vezes a vida nos ultrapassa. Por mais que lutemos, não vislumbramos a saída, nos sentimos presos. No entanto, quando passamos por essas situações extremas, é quando descobrimos nossa verdadeira força. Um ditado popular já disse: nenhum mar calmo fez um marinheiro experiente.

A força que vem da adversidade

Maurice Vanderpol, ex-presidente da Sociedade e Instituto Psicanalítico de Boston, analisou um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade: o Holocausto. Ele descobriu que as vítimas que conseguiram sair dos campos de concentração mentalmente saudáveis ​​tinham algo em comum que ele chamou de “escudo plástico”.

Esse escudo era composto de várias peças, incluindo um senso de humor, muitas vezes um humor negro que, no entanto, ajudou a adotar um senso crítico de perspectiva. Outras características centrais que ajudaram essas pessoas a enfrentar a adversidade foram sua capacidade de estabelecer laços interpessoais significativos e a construção de um espaço psicológico interno que os protegia de intrusões abusivas.

Obviamente, ninguém quer que a adversidade bata à sua porta. Mas mais cedo ou mais tarde isso acontecerá, por isso é melhor estar preparado para enfrentar problemas e contratempos da melhor maneira possível. De fato, quando tentamos evitar adversidades, também eliminamos um dos ingredientes mais importantes para cultivar nossa resiliência.

“ Coisas ruins acontecem, mas a maneira como eu respondo define meu caráter e minha qualidade de vida. Posso optar por ficar preso na tristeza perpétua, imobilizado pela seriedade da minha perda, ou superar a dor e salvaguardar o presente mais precioso que tenho: a vida em si ” , segundo o escritor americano Walter Anderson.

É por isso que, em vez de evitar a adversidade, precisamos abraçá-la, entender que é uma espécie de combustível essencial para cultivar a força interior . Nós não temos que gostar dela. Nós não temos que gostar disso. Mas temos que confiar em seu potencial para transformar uma tempestade em uma fonte de força. A aprendizagem que vem da adversidade é o terreno ideal para dar um salto qualitativo em nossas vidas.

Quando acreditamos que não podemos fazer mais, mas ainda assim avançamos, nos damos uma grande lição de coragem que se tornará uma coluna sólida para sustentar nossas vidas. Não jogar a toalha hoje nos fortalece para futuras batalhas.

5 benefícios que você pode extrair da adversidade

Precisamos parar de ver a adversidade como um inimigo e começar a vê-la simplesmente como uma situação. As situações não são simplesmente um lugar onde estamos ou uma circunstância pela qual estamos passando, mas implicam a maneira como assumimos esses fatos, assim como os pensamentos e emoções que vêm à nossa mente naquele momento.

Isso significa que cada situação é um microcosmo que inclui, por um lado, os fatos e, por outro, nossa reação ao que nos acontece. Portanto, uma mudança em uma dessas variáveis ​​nos levará a uma situação diferente, para outro microcosmo. Às vezes não podemos mudar os fatos, mas podemos mudar a maneira como reagimos. E isso geralmente é o suficiente para sair da situação angustiante que tira nosso oxigênio psicológico.

Um bom ponto de partida é assumir a adversidade como uma oportunidade para conhecer melhor uns aos outros e enriquecer nossa mochila com novas ferramentas psicológicas para a vida. Para fazer isso, devemos entender que a adversidade:

• Nos ajuda a construir resiliência. A resiliência não é o produto de uma vida simples, mas é forjada nas circunstâncias mais difíceis, quando expandimos nossas forças para avançar, apesar de tudo e de todos. Todos os desafios que enfrentamos e superamos fortalecem nossa vontade e desenvolvem nossa capacidade de superar os obstáculos que aparecerão no futuro.

• Fortalece a autoconfiança. Superar a adversidade nos ajuda a sustentar a força interior. Somos o que somos por causa das experiências que vivemos e da maneira como lidamos com elas. Enfrentar a adversidade com sucesso nos dá a autoconfiança necessária para superar novos problemas sem desmoronar, com a certeza de que teremos sucesso, seja ele qual for.

• Aprendemos a nos sentir mais confortáveis ​​na incerteza. A adversidade nos tira da nossa zona de conforto , enfrentando face a face com a incerteza. Isso nos permite aprender a lidar com o desconforto gerado pelo incerto e pelo desconhecido, de modo que, no final, nossa zona de conforto seja cada vez mais ampla.

• Isso nos permite descobrir nossos pontos fortes. As situações limítrofes podem trazer à luz nossas melhores habilidades e pontos fortes, qualidades que de outra forma teriam permanecido na sombra. A adversidade nos encoraja a superar nossos limites e a descobrir um novo “eu”. Não é por acaso que um estudo realizado na Universidade McGill irá revelar uma estreita relação entre resiliência e autoconsciência.

• Estimula a aceitação incondicional. A adversidade é inevitável, faz parte da vida. Resistir ou negar isso só fará com que volte com uma força destrutiva crescente. É por isso que os problemas são uma excelente oportunidade para praticar a aceitação radical , para assumir que há coisas que não podemos mudar, mas ainda assim podemos continuar a viver e até a desfrutar a vida.

Não devemos esquecer que a adversidade é uma das forças mais poderosas da vida. Pode trazer o melhor ou o pior de nós. A decisão é nossa.


Fontes:

Oshio, A. et. Al. (2018) Resiliência e Big Five Personality Traits: Uma meta-análise. Personalidade e Diferenças Individuais ; 127: 54-60.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

EB D. António da Costa-

 História:

A década de 50 representou o momento de viragem no modo como o ensino secundário passou a ser encarado em Almada. O crescimento populacional verificado no concelho nesta década, levou à necessidade de implantação de estabelecimentos de ensino secundário em Almada, por forma a reduzir a total dependência em relação às escolas técnicas e aos liceus de Lisboa, fixando assim, a população jovem após o terminus do ensino primário.




Em 1955, Almada vê surgir a sua primeira escola de ensino secundário, com a criação da Escola Industrial e Comercial de Almada, nas instalações camarárias da Rua João de Portugal. Iniciando com 228 alunos, sendo 196 do 1º ano do Ciclo Preparatório e 32 do Curso Geral do Comércio, esta escola viu crescer até 1959 o número de alunos para 1047 em paralelo com a maior diversidade de cursos oferecidos.

O aumento da população escolar conduziu a novas alterações na estrutura do parque educativo almadense. Assim, em 1959 esta escola é dotada de um edifício novo, passa a designar-se Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro e deixa de ministrar o Ciclo Preparatório. Nesse ano, é então criada a Escola Técnica Elementar D. António da Costa à qual são entregues os dois anos do ciclo preparatório para as escolas técnicas. A escola iniciou com 893 alunos e funcionou provisoriamente durante cerca de uma década, nas instalações da Rua D. João de Portugal, e ainda por mais 3 espaços em Almada.

Só a partir do início da década de 70 a escola fica dotada de edifício próprio, construído de raiz e com linhas modernas. Nesse ano o número de alunos era já o triplo relativamente à data da sua criação. O aumento repentino de alunos deveu-se à criação do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário que unificava num mesmo currículo e numa mesma escola, o Ciclo Preparatório para o Ensino Técnico com o 1º Ciclo do Ensino Liceal, passando as escolas técnicas elementares a designarem-se de escolas preparatórias. Na década seguinte, o número reduziria em virtude do aumento da rede escolar do concelho, com a abertura de mais escolas preparatórias, no Feijó, Sobreda, Cova da Piedade e Trafaria.

O novo edifício da escola, inaugurado em 1971, ocupando uma grande área da Quinta dos Caranguejais, perto do centro da vila de Almada, distinguia-se das suas congéneres não só pelo seu amplo espaço aberto, como pelas características das suas infra-estruturas.

A estrutura física em dois grandes blocos, com uma área de serviços central comum, correspondia à divisão do ciclo em dois grupos de alunos: masculino e feminino. Em ambos os blocos a estrutura é equivalente com a mesma tipologia de salas de aula, laboratórios, salas de trabalhos manuais, e arejados corredores com janelas viradas para os pátios interiores. Ao todo dispunha de 29 salas de aula normais e 22 salas de aula específicas (6 de Trabalhos Manuais, 8 de Desenho, 6 de Ciências da Natureza e 2 de Educação Musical), assim como ginásio, refeitório, sala de professores, sala de alunos e capela. No espaço central encontrava-se uma vasta sala polivalente (equipada com um palco) por onde se acedia a vários serviços da escola, nomeadamente a biblioteca, a secretaria e a capela. No exterior da escola, sobressaíam os vários campos de jogos, a pista de corrida e caixa de saltos, pátio coberto.

Para além do 1º e 2º anos do Ciclo Preparatório, a partir de 1972-73, a escola é seleccionada para aplicar a experiência inovadora dos 3º e 4º anos do ciclo da reforma de Veiga Simão a qual apontava para a implementação de um currículo unificado de 8 anos de escolaridade, o que, depois de 1974 serviu de base para a criação do ensino unificado, até ao 9º ano, correspondente ao actual 3º ciclo, sem ainda ser obrigatório.

Com o 25 de Abril de 1974, num novo regime político democrático, novos pressupostos para a educação se evidenciam e a escolaridade de massas começou a ganhar expressão.

A Lei de Bases do Sistema Educativo (1986) consubstancia o direito à educação, propõe-se construir uma escola orientada para o favorecimento do desenvolvimento global da personalidade, do progresso social e da democratização da sociedade, definindo um novo perfil para todos os seus intervenientes. São princípios orientadores: a igualdade de oportunidades e gratuidade do ensino básico.

Com a passagem da escolaridade obrigatória para 9 anos (em 1997), com a aprovação do Regime de Autonomia, Administração e Gestão das Escolas (em 1998) e a entrada em funcionamento da Reorganização Curricular do Ensino Básico (em 2001), uma nova era surge, marcada por uma significativa alteração no sistema educativo do país.

Acompanhando os diversos enquadramentos da política educativa a designação da escola tem registado várias alterações: “Escola Preparatória”, “Escola C+S”, “Escola Básica 2.3”, e “Agrupamento Vertical de Escolas”. Contudo, a Escola D. António da Costa mantém o seu papel de referência como instituição escolar em Almada, no contributo para a formação profissional de várias gerações de jovens e na valorização da cultura no concelho.

O presente quadro legal, assente na descentralização e no desenvolvimento da autonomia das escolas, valoriza a identidade de cada instituição escolar, reconhecida no seu projecto educativo e na organização adequada e flexível. É neste contexto de cultura partilhada de responsabilidades de toda a comunidade educativa que a Escola D. António da Costa procura movimentar-se, construindo um projecto consistente que dê resposta às exigências destes novos tempos.

No presente, a Escola D. António da Costa desenvolve a sua actividade educativa do 5º ao 9º anos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, unicamente no período diurno.

 

Patrono

António da Costa de Sousa de Macedo, filho do 1º conde de Mesquitela D. Luís da Costa de Sousa de Macedo e Albuquerque, e da condessa D. Maria Inácia de Saldanha Oliveira e Daun, nasceu em Lisboa, em 21 de Novembro de 1824, cidade onde também faleceu em 17 de Janeiro de 1892.

Formado em Direito, pela Universidade de Coimbra, para além de escritor, desempenhou vários cargos públicos e destacou-se pela importante ação que desenvolveu ao nível da instrução pública, área de que chegou a ser ministro, ainda que apenas por 69 dias, em 1870, tempo no entanto, suficiente para proceder a profundas reformas ligadas ao ensino superior, à instrução primária e às bibliotecas públicas, entre outras.

Um dos seus pensamentos está inscrito na placa com o seu busto: «Olha para o alto, sobe, eleva-te pela instrução, que é o meio para a felicidade, que é o fim», e encontra-se sintetizado no lema da escola: «A caminho da luz». Esta frase encontra-se inscrita no emblema de pedra junto da entrada, e o sol, como símbolo dessa luz, significam a importância do conhecimento na educação do indivíduo.

Agrupamento Escolas Emídio Navarro

(07/01/2019)

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O perigo das altas expectativas: Quando se espera demais dos outros

 Às vezes temos expectativas extremamente altas de certas pessoas. É inevitável, é algo que todos fazemos regularmente: Esperar que seu parceiro vai apoiá-lo de todas as formas sem discordar de você, esperar que seus amigos ou familiares resolvam todos os seus problemas, esperar que eles estejam sempre lá quando você precisar deles …


Passamos pela vida com uma série de expectativas, enquanto esperamos que certas coisas aconteçam e esperamos que os outros se comportem da maneira que queremos. Mas nem sempre estamos cientes de que “esperar” às vezes é sinônimo de “querer” e isso implica alguma manipulação.

É sempre melhor que as pessoas em nossas vidas possam ser completamente livres e possam viver da maneira que quiserem. Se eles fazem algo por nós, é porque eles realmente querem fazer isso do fundo do coração e então nós os agradecemos por isso. Mas se eles não fizer, só será uma grande decepção se você tiver criado expectativas e, nesse caso, a culpa não é deles, mas sua.

Você é a pessoa de quem você pode esperar coisas. Você sempre terá que ser capaz de resolver seus próprios problemas sem dar essa responsabilidade a outra pessoa, confrontar seus próprios medos e não projetá-los nos outros.

O poder perigoso das expectativas

Não espere nada de outra pessoa, espere tudo de você. Essa afirmação pode parecer dura, mas temos certeza de que você pode chegar a uma situação em que essa ideia é exatamente o que acontece. As pessoas esperam coisas todos os dias e isso é muitas vezes acompanhado por uma certa quantidade de ilusão.

O que a gente quer nem sempre bate com o que o outro quer. O modo como faríamos determinada ação pode não ser o modo como o outro faria. Às vezes é preciso haver negociação, renúncias, acordos… Se o outro não quiser a mesma coisa que nós em determinado momento, não significa que o que queremos não têm importância para ele, significa apenas que naquele momento ele pensou e quis outra coisa. Normal.

As vontades comunicadas e não atendidas criam um desapontamento, mas a coisa piora muito quando não houve uma comunicação e a pessoa apenas intuiu que a outra fosse agir de determinada maneira, baseando-se, logicamente, no seu próprio modo de agir, na sua visão do que seria o mais correto a se fazer, sem levar em conta que o outro tem também sua liberdade de pensar e agir de acordo com sua ótica e jeito de ser.

Uma data esquecida, as flores não dadas, uma mensagem que não veio na hora que queríamos ou aquele momento que achávamos que seria bom que estivéssemos juntos, mas que foi trocado pela companhia dos amigos, tudo o que faríamos se estivéssemos no lugar da outra pessoa, porque partimos da nossa própria suposição de que isso seria o mais certo a fazer, podem ser a causa de grandes frustrações.

Isso significa que seu parceiro não te ama? Claro que não. Significa simplesmente que as expectativas que você construiu são muito idealistas. Você previu que certas coisas aconteceriam, mas elas não aconteceram.

Nós tendemos a prever o futuro e a fazer suposições sobre as pessoas com base em como queremos que elas sejam. E se isso falhar, nos sentimos desapontados.

Se não esperarmos muito dos outros, experimentaremos menos decepções e seremos mais felizes quando formos surpreendidos com atitudes que se encaixem com aquilo que seja exatamente o que faríamos se estivéssemos no lugar do outro.

Aceite o inesperado
Sabemos que é preciso muito, que não é fácil aceitar a vida com suas muitas mudanças, que a pessoa de que você precisa hoje não é a pessoa de que você precisa amanhã, que a pessoa que você apoia pode mudar sua mente dentro de uma hora. . Mas como você lida com essas incertezas diárias?

Permanecendo em equilíbrio e assumindo o controle de sua própria vida. Você é o único em quem pode confiar e é você quem deve enfrentar seus medos e garantir que não se sinta vazio. Não deixe essa obrigação para ninguém ou force-a a encontrar soluções para você. Não seja escravo das suas expectativas, porque você tem medo de que elas o desapontem a qualquer momento.

Deixe-os amar você livremente , sem forçá-los a agir de acordo com sua vontade. Deixe-os fazer coisas por você, porque eles querem e, se não quiserem, não os castiguem e não se queixem disso. Deixe-os ser quem eles querem ser. E seja quem você quer ser você mesmo. Aprenda a passar pela vida com certeza e maturidade e crie sua própria felicidade. Espere muito de si mesmo e viva em harmonia com os outros.

–Imagem de Viccolatte–

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Complexo Municipal dos Desportos " Cidade de Almada"

O Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada é o ponto central da rede de equipamentos desportivos do concelho.

Com uma nave com capacidade para quatro mil espectadores, dois ginásios, uma piscina e dois tanques, este equipamento desportivo permite praticar cerca de 40 modalidades: entre actividades aquáticas, gímnicas, squash, cardiofitness, desportos de combate, musculação, basquetebol, futebol, ente muitas outras.
No exterior, existem ainda mais quatro campos de ténis e uma parede de batimento, envolvidos por uma área ajardinada, propícia ao lazer, onde se destaca ainda o Monumento ao Associativismo.
No meio de um lago, uma série de colunas projectam água num jogo de interdependência. Uma “homenagem aos homens e mulheres que desenharam rumos e lançaram sementes”, tal como se lê na inscrição do monumento, da autoria de Virgínia Fróis.
Nestas duas décadas, o Complexo dos Desportos conseguiu evidenciar-se como uma das melhores infraestruturas desportivas nacionais, acolhendo um sem número de eventos de nível mundial.
Pela nave principal passaram a World Gymnoestrada 2007, a Liga Mundial de Voleibol, os Jogos da Lusofonia, a Taça do Mundo de Judo, o Campeonato Europeu de Karaté, a Taça da Europa de Clubes de Futebol de Mesa, o Campeonato Nacional e Internacional de Badminton, a Taça da Liga de Basquetebol, o Challenge Cup de Andebol, os Harlem Globetrotters (basquetebol), o Torneio Internacional Ginástica Rítmica de Almada (TIGRA), a Gala Gímnica ou a Festa Jovem. Em fevereiro de 2021 Na participação à luta contra a pandemia covid-19 em Portugal



quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Igreja de Nossa Senhora do Monte

 A igreja de Nossa Senhora do Monte de Caparica era no início uma ermida no cimo de um monte, dedicada a Santa Maria.Em 1472, após obras de melhoramento, passou a ser igreja paroquial.



No interior a igreja é de uma única nave de espaço amplo, tendo a capela-mor ladeada por outras duas pequenas capelas com os respetivos altares.

Na fachada frontal vemos três portas sobrepostas por três janelas, as portas em moldura reta, a janela central em arco completo e as laterais em arco abatido.

Destruída pelo terramoto de 1755, foi depois reconstruída com o apoio da Irmandade de Nossa Senhora da Concórdia. A fachada é típica das reconstruções após o terramoto de 1755.

Contém no altar uma coleção de azulejaria neoclássica decorada com medalhões em amarelo e sépia sobre fundo branco. Os azulejos das paredes apresentam cenas em azul e branco com molduras polícromas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Moinho de Cacilhas

 Um moinho, sinal dos tempos antigos, que cumpriu a sua função.


Hoje "podia ser" um local turístico e um excelente ponto de observação de Cacilhas e zona ribeirinha e de Lisboa.
Situado no morro de Cacilhas e integrado no parque de estacionamento, encontra-se a estrutura de um antigo moinho de vento, o qual até à década de noventa do século XX se encontrava em ruínas. A estrutura das paredes e cobertura foram então reconstruídas sem integrar qualquer engenho de moagem. O moinho, do qual se desconhece a data de construção, situa-se no extremo norte do concelho de Almada e utilizava apenas um par de mós, tirando partido dos ventos predominantes de Noroeste. A existência desta estrutura de moagem atesta a produção de cereais e o passado rural da zona, associada a solos férteis.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Eucalipto arco-íris: uma das árvores mais bonitas do mundo

 O eucalipto deglupta é comumente conhecido como o eucalipto arco-íris por causa de sua maneira única de derramar sua casca. Uma vez derramada, a casca interna que é revelada é verde brilhante, mas eventualmente amadurece para azul, roxo, laranja e, eventualmente, marrom. O eucalipto arco-íris não perde sua casca de uma só vez, mas em secções ao longo do ano, permitindo o incrível efeito do arco-íris.



Também conhecida como ‘goma de Mindanao’, ou ‘goma de arco-íris’, esta bela árvore é nativa das Filipinas, Indonésia e Papua Nova Guiné. É a única espécie de eucalipto que geralmente vive na floresta tropical – com uma extensão natural que se estende até o hemisfério norte










quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Parque das Merendas...Convento dos Capuchos

É um dos muitos lugares de visita para quem vem a Margem Sul,e não pode deixar de visitar o jardim do convento dos Capuchos.



Este miradouro situa-se na estrada que outrora ligava a Costa de Caparica a Vila Nova de Caparica, via Capuchos.

Esta estrada era conhecida por Rampa dos Capuchos e foi palco durante diversos anos de uma prova de automobilismo que fazia parte do Campeonato Nacional de Rampas.

Também por essa estrada seguiam os peregrinos que por terra se dirigiam ao Cabo Espichel integrados nos Círios da Margem Sul à Senhora do Cabo.

Dirigiam-se, então, à Boca do Grilo, atravessavam matas e pinhais, chegando ao Cabo com passagem pela Herdade da Apostiça.

Trata-se de um belo miradouro, um ponto de repouso e momento de apreciar a paisagem.

Cacilhas numa perspectiva mais recente:

Cacilhas tem uma importante interface de transportes públicos os cacilheiros da Transtejo, os autocarros dos TST e o metro-ligeiro  MST.

         Foto

Esta zona ribeirinha na margem sul do Tejo oferece uma das mais belas vistas de Lisboa e vários restaurantes conhecidos pelo seu peixe fresco. A viagem é feita num cacilheiro, um navio de casco único que faz o transporte público entre as duas margens do rio. Logo ao chegar a Cacilhas, sente-se muitas vezes o cheiro de peixe a assar, convidando a uma pausa para uma refeição antes de uma visita ao monumento ao Cristo-Rei.

Só na Rua Cândido dos Reis, hoje uma rua pedonal, encontram-se cerca de 20 restaurantes, a maioria de cozinha tradicional portuguesa. 
Nesta rua pode-se visitar a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, construída em 1759 com belos painéis de azulejos e talha dourada. Ao atravessar a rua vê-se a Fragata D. Fernando II e Glória, uma embarcação do século XIX que pode ser visitada todos os dias menos à segunda-feira (entrada livre no primeiro domingo de cada mês).       

sábado, 22 de agosto de 2020

A Moderna Almada Velha
Miradouro Jardim do Castelo_Vista
Neste percurso sugerimos-lhe que cirande pelas ruas estreitas de Almada Velha e que acabe o passeio a olhar o Tejo. Um percurso que permite conhecer a «nova» Almada Velha, resultado de um processo de recuperação do centro histórico desenvolvido pela autarquia.

Comece pelo Largo dos Bombeiros, assim denominado porque aqui esteve instalado o quartel dos Bombeiros de Almada. Ao lado destaca-se o edifício dos Paços do Concelho, com a sua torre altaneira e o escudo de D. Maria II (1777-1799).

A República chegou mais cedo
Em frente a este edifício, reconstrua a Implantação da República, que aqui aconteceu um dia mais cedo. A 4 de Outubro de 1910, um grupo de republicanos organizou uma marcha de operários com cerca de 8000 pessoas.
Jardim do Castelo_Coreto
A manifestação passou pelos Centros Republicanos Elias Garcia e Capitão Leitão, de onde se trouxe a bandeira desta causa, hasteada aos ventos da margem sul, nos Paços do Concelho.

Almada e o terramotoSiga pela Rua da Judiaria e pare junto da porta número 2A. A trave desta entrada passa para além da largura da porta por uma razão simples: depois do terramoto de 1755 esta zona da cidade foi lentamente reconstruída com materiais dos escombros. Por isso é frequente encontrar peças como esta, claramente pertencentes a uma outra edificação.
Igreja de Santiago_Fachada
Ao fundo da rua encontra três ciprestes e uma escada, do lado direito. Lá no topo, na Rua do Registo Civil, vire à esquerda e encontre a Igreja de Santiago. Presume-se que seja a mais antiga do concelho, anterior ao templo consagrado a Santa Maria do Castelo, desaparecida após o terramoto. Escavações do Centro de Arqueologia de Almada revelaram sepulturas datáveis desde o séc. XII, que comprovam a existência deste templo já nessa data.

Agora entre no jardim do Castelo, circunde o coreto, deite o olho aos canteiros floridos e recoste-se nos bancos ondulantes imitando o balanço do Tejo, ali já em baixo. Encante-se pela panorâmica que se vista a partir desta zona de Almada, encavalitada no alto desta arriba.

A posição estratégica deste local fez com que o povo árabe tivesse erguido uma fortaleza (séc. XII), um espaço hoje ocupado pela fortaleza da GNR, encostada a este jardim.
Elevador Boca do Vento_Topo
Num enleio como Tejo
Mas deixe as alturas e venha conhecer o Jardim do Rio, descendo através do moderno Elevador da Boca do Vento, do lado esquerdo deste miradouro.

Já cá em baixo, aproxime-se dos gigantescos torrões que se deslocaram da encosta e que se preservaram para dar a conhecer a constituição da arriba, feita de fósseis e outros sedimentos do rio e do mar.

Percorra os caminhos estreitos que cortejam o rio, sente-se nos bancos de madeira, enfrentando a capital, ou ceda ao apelo da informalidade da relva. O importante é que fique mais um pouco para lhe contarmos a história da água.
Jardim do Rio_Vista Ponte
A história da água
Na Fonte da Pipa, que encontra mais à frente, na direcção do mar, abasteceram-se as embarcações que dos Descobrimentos. Em troca da água deixavam notícias frescas do outro lado do mundo.
Já no séc. XVIII, formavam-se filas de aguadeiros e mulheres de bilha na cabeça à espera da sua vez. A água seguia em barris no dorso de burros até ao cimo da urbe.
De volta ao tempo actual, fique com mais uma sugestão: visite o núcleo naval do Museu Municipal, onde se conta a história da ligação secular desta área ribeirinha ao rio e ao mar. 
No fim deste percurso, leve na memória a mansidão do vento na pele, o cheiro do rio, o afago do sol a os dias. Não há preço que pague a calma que aqui se vive e que se acumula no fundo da alma.

(Creditos-CMA)

sábado, 8 de agosto de 2020

2 milhões de pessoas na Índia se reúnem para plantar 20 milhões de árvores

No estado indiano de Uttar Pradesh, há espaço suficiente para o crescimento das árvores – e espaço suficiente para 2 milhões de residentes plantarem caminhões de árvores enquanto se distanciam socialmente.

         

Embora o vírus tenha se espalhado rapidamente por todo o país, sua ameaça não foi suficiente para dissuadir o governo do estado indiano mais populoso de conduzir uma campanha de plantio em massa de árvores ao longo das margens do rio Ganges como parte de sua promessa de proteger um terceiro da nação sob cobertura de árvores até 2030.

O plantio foi realizado na semana passada por voluntários, funcionários sem fins lucrativos, funcionários do governo e até parlamentares, que mantiveram distância um do outro e usavam máscaras para impedir a possível propagação do coronavírus.

“Estamos comprometidos em aumentar a cobertura florestal de Uttar Pradesh para mais de 15% da área total nos próximos cinco anos”, disse o ministro-chefe do estado, Yogi Adityanath, na foto acima durante a cerimônia de inauguração da campanha.

“Na campanha, mais de 20 milhões de árvores serão plantadas nas margens do rio Ganges, o que ajudará a manter limpo esse poderoso rio.”

Muitas nações têm como meta 2030 o prazo para várias metas relacionadas à sustentabilidade, para coincidir com as 18 Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU, projetadas para incentivar as nações a resolver os maiores problemas do mundo, como pobreza, fome, poluição, acesso à água potável, acesso à educação , e mais.

Os plantios em massa de árvores foram lançados como um método fácil e barato de extrair carbono da atmosfera, com centenas de milhões de árvores sendo plantadas em países ao redor do mundo, incluindo China , Paquistão , Índia, Madagascar e as nações do Sahel , especialmente Etiópia e Senegal .

A sobrevivência de todas as árvores durante essas operações de plantio em massa não é garantida, é claro, mas em comparação à mudança na infraestrutura de energia e transporte, o plantio de árvores é fácil, barato e útil na regeneração de terras anteriormente degradadas de volta a ecossistemas saudáveis ​​e funcionais.