quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ecomuseu Municipal do Seixal - Núcleo da Olaria Romana da Quinta do Rouxinol

Em 1986, na Quinta do Rouxinol, em Corroios, quando os serviços da Câmara Municipal do Seixal procediam à abertura de uma vala, tendo em vista a construção de um emissário de esgoto, foi detectada e identificada pelos serviços do Ecomuseu Municipal, a estrutura de um milenar forno romano.


Feitas as escavações, em colaboração com o Centro de Arqueologia de Almada, durante os verões de 1986 a 1990 pôr-se-iam a descoberto 2 fornos de planta circular com aproximadamente 2,5 metros de diâmetro e respetiva fossa de desperdícios, pertencentes a uma olaria romana datada entre a segunda metade do século II e a primeira do século IV.
Produziam-se neste fornos, para além da louça comum, jarros, malgas, potes ou taças, e também as tão características ânforas que se destinavam a fazer o transporte de produtos diversos para o vasto império.
O espólio recolhido nas escavações, após restaurado e classificado, encontra-se exposto no Núcleo Sede do Ecomuseu Municipal do seixal, tendo sido o conjunto arqueológico classificado de monumento nacional.
No seu conjunto, este espólio constitui uma das mais importantes coleções de cerâmica romana do nosso país, ilustrando profusamente o papel que a olaria do Rouxinol terá desempenhado, no abastecimento local, a Olisipo (Lisboa) e aos vários centros conserveiros da região.
Quinta de S.  Pedro
A Extensão do Ecomuseu Municipal do Seixal na Quinta de S. Pedro, localizada na proximidade do núcleo urbano de Corroios, integra sítio arqueológico onde o Serviço de Arqueologia do Ecomuseu realizou campanhas de escavação arqueológica entre 1994 e 2006.
Perdida a importância agrícola que teve até cerca de 1950 e quase esquecidos os seus usos sociais, a Quinta de S. Pedro foi, como muitas outras no concelho, invadida por uma urbanização a partir de 1993. Resistiu apenas a antiga zona residencial e a sua envolvente mais próxima, integradas no domínio público municipal e posteriormente cedidas pela autarquia ao Agrupamento 585 do Corpo Nacional de Escutas, que aí mantém a sua sede. As terraplanagens, contudo, atingiram e destruíram parte substancial de uma necrópole medieval-moderna (séculos XIII a XVIII) associada à antiga ermida da Quinta, desencadeando um processo de investigação histórica, arqueológica e antropológica que envolveu parcerias do Ecomuseu com o Centro de Arqueologia de Almada e com o Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Foram identificados 115 enterramentos e mais de uma centena de outros indivíduos em ossários, o que constitui uma das maiores séries antropológicas em estudo para contextos portugueses, com a particularidade de remontar ao reinado de D. Afonso III (1248-1279), em plena I.ª Dinastia, e atestar práticas funerárias bem mais antigas do que as registadas nas fontes documentais.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

PERDURARÁ NA MEMÓRIA:

O Jardim da Cova da Piedade remonta ao século XIX
A estrutura original do Jardim da Cova Piedade foi mantida até bem recentemente!
A imagem pode conter: céu, nuvem, árvore e ar livre

"A predilecção que a Cova da Piedade despertava na população justificou a recuperação do terreiro em 1873, através de ESFORÇOS conjuntos entre RESIDENTES com o apoio da casa real, e TAMBÉM a construção de um JARDIM que na época passou a ser um dos locais de eleição para os passeios domingueiros

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Pessoas ingratas: o “veneno” da ingratidão

“Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida.”- Sêneca“
Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer. – Tácito
 
                                   
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Dizem que quem ajuda deve ter uma memória curta, mas quem recebe deve se assegurar de ter uma memória longa. Isso se aplica bem na teoria, mas sabemos que na prática o fusionamento é outro. Antes de prosseguir seria bom a gente fazer um auto-exame de consciência e apontar o dedo para nós mesmo, para não parecer um sujo falando do mal lavado. Somos pessoas gratas?
Há sim pessoas evoluídas que ajudam sem esperar retorno de gratidão. Certeza que a compensação, para esses seres, está no próprio ato de ajudar, que promove nelas um sentimento de bem estar, seja naqueles que fazem dessas atitudes uma missão, seja naqueles que são apenas “gente boa”, o tio legalzão do bairro. Nessas pessoas, o ato de se doar, já é uma característica em si mesmas e o reconhecimento é apenas um mimo, um afago na alma.
Claro que o fato da pessoa se doar sem esperar reconhecimento não isenta o ajudado de fazê-lo. Reconhecer, jamais esquecer e ser sempre grato é a parte que nos cabe nessa troca quando somos beneficiados por uma mão amiga. Mas, quem guarda no coração o calor dessa mão amiga? uma boa parte de nós não preserva esse calor, que só vai ser lembrado e sentido quando voltar a precisar se aquecer com ele.
Ser grato é uma atitude tão nobre (ou mais) quanto ser generoso e altruísta. E, pode crer, que é mais difícil mostrar gratidão que mostrar altruísmo. O altruísmo te coloca numa posição mais confortável; a gratidão requer humildade, exige que se reconheça que, em algum momento, nós fomos a parte dependente do outro. Mas, o certo é que todos nós somos dependentes uns dos outros, embora alguns achem que não.
A gratidão não é apenas um sentimento, é também uma habilidade e uma maneira de ver o mundo
Durante muito tempo pensou-se que a gratidão era apenas um sentimento que sentimos quando estamos sujeitos a ações benéficas de outros. Se alguém nos dá uma mão quando mais precisamos dela, nos dá um presente ou dedica parte de seu tempo, um sentimento de gratidão deve ser ativado automaticamente.
No entanto, a gratidão não é apenas uma emoção, ela também tem um componente cognitivo. Para que nos sintamos gratos, devemos primeiro ser capazes de apreciar. Apreciar o gesto que tiveram para nós, apreciar seus efeitos positivos e apreciar o esforço ou a intenção do outro. E a apreciação é uma habilidade que pessoas ingratas não desenvolveram.
Na verdade, psicólogos da Hope College, em Michigan, acreditam que pessoas ingratas simplesmente não têm a capacidade de se sentir gratas. Afirmam que a gratidão ” é uma experiência de abundância, com a consciência de que se é o destinatário de um bom presente do doador “, o que implica apreciar o próprio ato. Eles também explicam que “ gratidão é sobre doadores, presentes, destinatários e atitudes de doadores e receptores uns com os outros. É uma emoção profundamente social ”.
Tudo isso indica que a ingratidão é passível de ser administrada nos primeiros anos de vida. Se os pais não ensinarem seus filhos a valorizar e apreciar o que os outros fizeram por eles, é provável que as crianças eventualmente desenvolvam o que é conhecido como Síndrome do Imperador. Como resultado, elas arrastarão essa visão egocêntrica do mundo para a idade adulta e assumirão que os outros estão destinados a satisfazer suas necessidades e desejos. Esse modo de entender o mundo impedirá que experimentem gratidão.

Os 5 riscos que as pessoas ingratas enfrentam

Ingratidão não é um bom companheiro de viagem. É verdade que quem ajuda pode se sentir desapontado se não percebe gratidão no outro, mas quem não sente gratidão leva o pior.
1. Infelicidade crônica. “A infelicidade é uma doença contagiosa causada por uma deficiência crônica de gratidão ” , escreveu Mokokoma Mokhonoana e a ciência confirma: a capacidade de sentir gratidão tem sido associada a altos níveis de felicidade. De fato, o estudo realizado no Hope College, em Michigan, provou que a gratidão é um excelente indicador do nível de felicidade, bem-estar e satisfação na vida.
A ingratidão, ao contrário, nos condenaria a um ciclo de infelicidade crônica. Uma vez que a gratidão não é experimentada apenas pelas pessoas que nos dão a sua ajuda, mas também na vida, pessoas ingratas seriam condenadas a um ciclo de insatisfação. Não sendo capaz de apreciar a vida como um presente extraordinário, é mais provável que se sintam permanentemente insatisfeitos e insatisfeitos.
2. Amarrado ao trauma. Não há ferramenta melhor do que gratidão para lidar com situações adversas e traumas psicológicos. Vários estudos demonstraram que podemos nos sentir agradecidos em diferentes condições, mesmo em condições difíceis. Na verdade, as pessoas que se recuperam mais rapidamente do trauma são aquelas que aprendem a se concentrar nas coisas positivas de suas vidas, sentindo-se gratas por elas, em vez de se concentrarem no que perderam ou não tiveram.
A reavaliação centrada nos benefícios implica uma abordagem mais positiva que ativa emoções benéficas e provoca reações neurofisiológicas positivas. A gratidão nos ajuda a nos desconectar das emoções tóxicas e pensamentos ruminantes, permitindo que nos concentremos no positivo. Ou como Sonja Lyubomirsky disse “gratidão é um antídoto para emoções negativas, um neutralizador de inveja, hostilidade, preocupação e irritação”.
3. Mais problemas psicológicos. A longo prazo, a ingratidão gera um estado psicológico insalubre, caracterizado por ciclos de expectativas irrealistas e frustrações em que a pessoa é incapaz de apreciar de maneira justa o positivo que lhe aconteceu.
É por isso que não é estranho que um estudo realizado na Virginia Commonwealth University tenha revelado que pessoas ingratas correm maior risco de sofrer de distúrbios psicológicos, como depressão maior, distúrbio de ansiedade generalizada, diferentes tipos de fobias, bulimia nervosa, bem como queda em comportamentos aditivos, quer a nicotina, álcool e drogas.
4. Condenado ao desespero. Um dos maiores perigos que as pessoas ingratas enfrentam é que sua vida se torne uma profecia auto-realizável. A ingratidão faz com que os outros desistam de ser gentis com elas, então pessoas ingratas acabam presas na armadilha que criaram. Quando elas pararem de receber ajuda, pensarão que o mundo é um lugar hostil onde não há bondade, sem perceber que foram suas atitudes que fizeram com que os outros de afastassem.
Uma investigação conduzida na Universidade de Manchester mostrou que pessoas ingratas são mais dependentes e menos autônomas do que aquelas que experimentam gratidão, o que significa que elas estão em profunda necessidade de outras. Essas pessoas também têm problemas com a auto-aceitação e muitas vezes não têm um propósito na vida.
5. Pior saúde. A ingratidão não apenas condena a pessoa à amargura, mas também pode prejudicar sua saúde física. Ficou provado que a gratidão diminui o nível de estresse, ansiedade e preocupações, por isso não é estranho que um estudo realizado na Universidade de Michigan tenha descoberto que pessoas ingratas freqüentemente relatam níveis mais altos de estresse e um número maior de sintomas físicos
A boa notícia é que a gratidão pode se desenvolver. Uma pessoa ingrata não está condenada a ser assim pelo resto vida. O segredo é muito simples: não tome nada como garantido. Comece a pensar em sua vida como um presente maravilhoso. Afinal, como escreveu o romancista Thornton Wilder, “só podemos dizer que estamos vivos naqueles momentos em que nossos corações estão conscientes de nossos tesouros”.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Grutas da Quinta do Anjo:

As Grutas da Quinta do Anjo são formadas por quatro grutas artificiais e baseiam-se em monumentos funerários com características muito particulares.
A imagem pode conter: planta, ar livre e natureza

Estas grutas são do conhecimento internacional graças à originalidade da cerâmica que ali se encontrou tendo sido classificado como Monumento Nacional no ano de 1934.

Durante as sucessivas escavações efectuadas neste conjunto funerário foi encontrado um ecléctico e numeroso espólio, como no caso de micrólitos, pontas de seta e lâminas de sílex, além de variados artefactos de pedra polida, bem como um conjunto considerável de alguns dos mais característicos objectos das grutas desta zona do nosso território. Inserem-se neste último caso alguns dos denominados "objectos de carácter ritual" e os "ídolos de calcário", além de outros exemplares executados em xisto e osso, estes últimos representados nos conhecidos botões e alfinetes.
Sítio da Cova dos Mouros
Quinta do Anjo...Palmela

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Curiosidades de Lisboa:


Triste Feia é a denominação de uma artéria que não é rua, nem travessa, nem largo, nem avenida, na confluência da Rua Maria Pia, Rua da Costa e Rua Prior do Crato, nas proximidades da estação de comboios de Alcântara-Terra.

Triste feia sd Artur Goulart


Após a remodelação paroquial de 1770, já a encontramos nas plantas e descrições das freguesias de Lisboa na «Nova Freguesia do Snr Jesus da Boa Morte» como «Rua da Triste Feia» e igualmente como «rua chamada a Triste-Feia». No Atlas de Filipe Folque, a planta nº 39 de 1856 menciona a Triste Feia e a calçada da Triste Feia. E a partir daí, tanto nos levantamentos de Francisco Goulard (1882) como de Silva Pinto e Alberto Correia de Sá (1910) surge sempre designada como Triste Feia.
Tal como a Triste Feia existem em Lisboa outros topónimos que se fixaram na memória de Lisboa sem uma prévia designação do tipo de arruamento como o Caracol da Graça, o Corredor da Torrinha, a Costa do Castelo,  as Cruzes da Sé, o Cunhal das Bolas, as Escolas Gerais, o Paço da Rainha, o Poço do Borratém ou o Telheiro de São Vicente que Appio Sottomayor, na sua comunicação às 3ªs Jornadas de Toponímia de Lisboa, apelidou justamente como «A Toponímia das Ruas que o não são».

Diz a tradição que ali moraram três irmãs, sendo duas delas raparigas normais e com o viço próprio dos verdes anos; a terceira, porém, possuía feições tão pouco agradáveis à vista que os rapazes que passavam em busca de conversadas fugiam comentando : 'que focinho de porca!', 'que medonha seresma!'. Claro que as irmãs casaram e ela ficou sozinha, vendo chegar a velhice e agravar-se a fealdade. Mas, ao que rezam as crónicas, a simpatia nada tinha a ver com os atributos físicos. Assim, muita gente vencia a relutância por um ser tão feio e conseguia entabular conversa e até quase travar amizade. Mas a vida da pobre era passada quase sempre sentada à sua porta, numa melancolia doente. O certo é que morreu - e ninguém a esqueceu. Ficou o sítio conhecido pelos desagradáveis atributos da mais notável moradora. E Triste Feia se manteve até hoje. sem o designativo de rua que não precisa.»

domingo, 28 de julho de 2019

José Saramago e a indiferença social

Uma das obras mais famosas e célebres de José Saramago é Ensaio sobre a Cegueira, romance que convida a uma reflexão profunda sobre a alma humana e sobre o que aos nossos olhos parece invisível.


José Saramago foi a voz mais autoritária da literatura portuguesa. O refinamento de sua escrita lhe valeu o Prêmio Nobel, mas não menos importante foi seu compromisso do ponto de vista político e social. Obras como “Ensaio sobre a cegueira” são um meio excepcional de catarse, um ponto de partida para a reflexão filosófica, um convite claro para “acordar”.
De José Saramago diz-se frequentemente que ele era um agitador de consciências. Ele nunca desistiu de denunciar as injustiças e sempre assumiu uma posição clara contra os conflitos de sua época. Em uma de suas palestras, ele se definiu como um escritor apaixonado, impulsionado pela necessidade de levantar cada pedra, mesmo sabendo que monstros reais poderiam estar escondidos embaixo.
A busca da verdade e o desejo de estimular a mente eram os ingredientes de um estilo literário único. Suas parábolas, construídas com imaginação, ironia e compaixão, desenham uma realidade que ninguém pode permanecer indiferente.
Vários anos após sua morte, os trabalhos de Saramago continuam sendo reimpressos em diferentes idiomas. E nem mesmo as novas gerações permanecem insensíveis ao encanto de uma personalidade tão multifacetada, um homem que chegou a pensar em completar a Declaração Universal dos Direitos Humanos com sua Carta de Deveres e Obrigações. .
Foi o escritor mais brilhante que Portugal nos deu, ao lado de outros nomes ilustres como o de Fernando Pessoa e Eça de Queiroz . Sua provocativa, mágica e perturbadora obra nos convidou a analisar o presente através de seus olhos.
“Os três males do homem moderno são a ausência de comunicação, a revolução tecnológica e uma vida centrada no triunfo pessoal”.
-José Saramago-

Ensaio sobre a Cegueira é um livro chocante, um marco na literatura contemporânea que vale sempre a pena redescobrir ou descobrir pela primeira vez.

sábado, 27 de julho de 2019

Glaciares estão a derreter 100 vezes mais rápido do que se pensava

É a conclusão de um novo estudo. Os resultados são alarmantes e revelam uma subida dramática do nível do mar até ao final do século.
No estudo publicado na revista "Sience", a 26 de Julho de 2019, revela-se que esta é uma descoberta perigosa, tendo em conta que a velocidade a que os glaciares estão a derreter, combinada com as alterações climáticas, ameaçam uma subida dramática do nível do mar até ao final do século.



Estes números vêm mostrar que as pesquisas feitas em 2014, que revelaram que o derretimento dos glaciares causaram uma subida do nível do mar de 0,7 milímetros por ano e que em 2100 poderia chegar aos 100 centímetros, já estão desatualizados. É que à velocidade com que tudo isto acontece, o nível do mar pode subir muito mais — e muito mais cedo.
Os cientistas querem alertar a população para os potenciais efeitos que a subida do nível do mar pode ter, ainda que nem os próprios consigam ter uma previsão precisa do que vai acontece. O facto de não se poder prever o comportamento humano no que diz respeito ao desafio das alterações climáticas — se as atitudes vão mudar para melhor ou não — e de os modelos para realizar este tipo de estudos serem tão complexos, fazem com que apenas se saiba que a situação é grave, mesmo sem a certeza do quão grave poderá vir a ser. Uma coisa é certa: tanto a vida selvagem como a própria humanidade vão sofrer consequências.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Fortaleza da Torre Velha, em Almada, vai integrar segunda edição do Programa Revive

A Torre Velha situa-s e logo a seguir à Trafaria, sendo a a mais antiga fortificação da zona. Foi construída em 1488, no reinado de D. João I. A partir dos finais do século XIX este forte perdeu as suas funções de praça de guerra de 2º classe, passando a ser utilizada como armazém até ao momento em que foi abandonada. Em 2012 foi classificada como Monumento Nacional.

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De acordo com o site da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), a fortaleza foi mandada construir por D. João II no final do século XV, com o objetivo de defender a barra do Tejo. A torre assegurou a defesa do estuário e dos portos de Lisboa ao longo de mais de sessenta anos e, durante a dinastia filipina, foi alargada e modernizada. “Durante este período ficava conhecida como Torre dos Castelhanos”. A planta da fortificação “desenvolve-se em “U”, composta por três corpos, e três baluartes com casernas”, refere a DGPC.Em 1801 ficou desactivada, passando apenas a acolher viajantes de barco, e, em 1832, voltou a ser remodelada e reactivada para uso militar. Contudo, no final do século XIX, passou a servir apenas como depósito e alojamento.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

A melhor vingança é a não-vingança: vá em frente e seja feliz

A melhor vingança é aquela que não é executada. A melhor vingança é sorrir de ódio, abafar a raiva e mostrar ao outro que podemos ser felizes. Porque não há melhor estratégia do que agir com calma e sabedoria, com um olhar firme e um coração descansado, sabendo que há pesos que você não deve carregar consigo por muito tempo.


Confúcio disse com grande acerto que, antes de iniciar a jornada de vingança, devemos cavar dois túmulos. O nosso e o de nosso adversário. A filosofia sempre nos forneceu quadros de referência para refletir sobre o ato de vingança e as conseqüências morais ligadas a essa prática muito popular e, ao mesmo tempo, “atraente”.
Usamos este último termo, o da atração, por um fato muito específico. Estamos diante de um tipo de comportamento humano que sempre nos chamou a atenção, não podemos negá-lo. Na verdade, algo que os escritores e produtores de filmes conhecem bem é que a vingança nos fascina muito. Não falta quem diz que é quase como um remédio: receitado em pequenas doses, mas consumido em grandes quantidades pode nos matar.
Aí temos o grande exemplo literário de Edmon Dantes ou o Conde de Monte Cristo. Este personagem inesquecível de Alexandre Dumas nos ensinou que a melhor vingança é servida fria, sem pressa e perfeitamente calculada. Agatha Christie, por sua vez, nos fez compartilhar um enredo complexo e igualmente violento em “Os 10 Negrinhos” para nos ensinar que maus atos deveriam ser devidamente vingados.
A vingança nos atrai e às vezes até a justificamos. No entanto, que processos psicológicos existem por trás desse ato?
Vingança, um desejo muito humano
A maioria de nós, em algum momento de nossas vidas, tem se sentido tão magoada, agravada e ofendida que a sombra daquela amarga e cinzenta, mas quase sempre tentadora, forma de vingança passa por nossas mentes. Nossas bússolas morais se desviam alguns graus do norte e imaginamos formas, modos e situações em que a dor que nos prende é devolvida à pessoa que nos provocou.
Assim, algo que deveria estar claro desde o começo e que nos lembra o psicólogo Gordon E. Finley, um grande especialista em comportamento criminoso, é que a vingança tem pouco a ver com a moralidade. A vingança é um impulso e é a catarse da raiva e do ódio. Além disso, e apenas como exemplo, como revelado por um trabalho realizado pelo professor Ernst Fehr, da Universidade de Zurique, mais de 40% das decisões que são realizadas no mundo dos negócios têm como único objetivo ” vingar-se ” de um desafeto.
O mesmo acontece com os atos criminosos, mais da metade deles são cometidos pelo rancor acumulado em relação a alguém e pelo desejo expresso de realizar uma vingança. Tudo isso nos obriga a supor que a melhor vingança não existe, porque além dos resultados que obtemos, algo mais perturbador acontece, algo mais revelador: nos tornamos agressores e adquirimos a mesma qualidade moral de quem causou o dano original. .

A melhor vingança não é vingança

Poderíamos justificar aqui que a melhor vingança é a não-vingança, porque é isso que a moral e o bom senso ditam, porque é isso que os tecidos religiosos, espirituais e filosóficos com os quais tantas vezes nos movemos frequentemente nos dizem. No entanto, vamos ver essa recomendação de um prisma puramente psicológico.
Por exemplo, já nos perguntamos o que há por trás das pessoas que usam a vingança quase constantemente? Vamos ver abaixo.

Características de pessoas vingativas

• Atrás de uma pessoa – que reage a qualquer ofensa grande ou pequena de uma maneira vingativa – há um mau gerenciamento emocional e uma baixa capacidade de autoconhecimento (quando alguém me ofende, deixo de lado minha raiva e meu ódio).
• São perfis que acreditam ter a verdade absoluta e universal. Eles são a lei e a justiça, acham que são o exemplo claro do que toda pessoa deveria ser.
• Eles também apresentam um pensamento dicotômico, ou você está comigo ou não, as coisas são bem feitas ou são feitas de forma errada.
• Eles geralmente têm uma empatia muito baixa.
• Nem perdoam nem esquecem, vivem subordinados ao seu passado e a ressentimentos.
Como vemos, a partir desse quadro psicológico e emocional, a vingança ou o desejo por ela não oferece nenhum benefício. Esse impulso, essa necessidade ou como queremos defini-la, consome integridade e anula não apenas todo bom senso, mas também limita completamente a oportunidade de avançar como pessoa para construir uma realidade mais otimizada e, é claro, feliz.
Podemos nos sentir atraídos por todo esse tipo de justiça cômica ou de novela, no estilo de Edmon Dantes. No entanto, atrás deles, não há nada além de sofrimento e solidão. Portanto, a melhor vingança será sempre a não vingança ou até mais, viver bem e que os outros nos vêem felizes, é sem dúvida a melhor vingança de todas.

"Por, a mente é maravilhosa"

domingo, 30 de junho de 2019

Consumo de peixe e carne é a principal causa da grande Pegada Ecológica do concelho de Almada

Projecto liderado pela associação ambientalista ZERO, pioneiro a nível mundial, calcula pela primeira vez a Pegada Ecológica e a Biocapacidade à escala do concelho. Começou por Almada... e vai propor novo sistema de financiamento dos municípios baseado no desempenho ambiental

                       
A alimentação representa a maior componente da Pegada Ecológica dos 170 mil residentes do concelho de Almada, com um peso de 28%, seguida dos transportes, com 21%, revelam os resultados do projecto “Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses” E a principal responsável pela elevada pegada da alimentação é o consumo de peixe (26%) e de carne (23%).
Os dados utilizados são de 2016 e revelam que a Pegada Ecológica de Almada correspondeu a 4,08 hectares globais por habitante, sendo 4% acima da média nacional e 3% abaixo da média da Área Metropolitana de Lisboa. Quanto à Biocapacidade do município, é de 0,24 hectares globais por habitante, isto é, 81% abaixo da média nacional.
Os resultados do projeto “Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses” para Almada foram apresentados (a 10 Outubro 2018) na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa no Monte da Caparica (concelho de Almada), com a participação de Mathis Wackernagel, fundador e diretor da Global Footprint Network (GFN)

Ps:"Se toda a população mundial tivesse o nível de consumo de recursos naturais do município de Almada, seriam necessários 2,4 planetas para tornar esse consumo sustentável"

Por: "Virgílio Azevedo"Jornalista

sábado, 29 de junho de 2019

Patagónia – um dos lugares mais belos do mundo, na Argentina

A Patagónia é um planalto no sul da Argentina onde predominam as temperaturas baixas e uma humidade elevada.

Situa-se na região geográfica formada pelas províncias de Rio Negro, Neuquén, Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo. É a Meca dos desportos de aventura é um dos lugares mais belos do mundo, uma vez que esta região deslumbra com o contraste das paisagens, num momento inabitáveis e noutro arrebatador.
De um lado os Andes comportam gigantes cheios de neve que fazem as delícias dos montanhistas e esquiadores; do outro o Oceano Atlântico, gelado devido às correntes antárticas, mas rico em espécies marinhas, como pinguins, focas, baleias e orcas.
A maioria dos Turistas chega a Patagónia através da província de Rio Negro mais concretamente através da Estância de Bariloche.

Bariloche é fascinante no verão, altura em que é possível praticar canoagem e windsurf nas águas do lago Nahuel Huapi, e deslumbrante durante o inverno, época em que os amantes da neve podem praticar os seus desportos favoritos. É um dos extremos da belíssima travessia dos lagos andinos, que vai até Puerto Montt, no Chile.

                        Resultado de imagem para El Calafate
                                                    El Calafat
Outro local de visita obrigatória é  El Calafate, onde se pode observar o magnífico glaciar Perito Moreno, uma das paisagens mais belas da América do Sul e património da biosfera.
Outras atrações desta região são as cidades do litoral e os seus parques marítimos. Viedma, Trelew, Comodoro Rivadavia e Río Gallegos são os extremos da costa onde pode observar baleias-francas, leões-marinhos, pinguins de magalhães e aves das mais variadas espécies.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Antiga fabrica de óleo fígado de bacalhau:

Ginjal:
O cais do Ginjal, em Cacilhas, pode vir a acolher o 6.º hotel Savoy "na antiga fábrica de óleo de fígado de bacalhau" e deverá ser um 4 a 5 estrelas...admitiu o administrador do Grupo AFA, José Teixeira de Sousa.

Tudo no âmbito do projecto de reabilitação de grande parte da área do Ginjal, com cerca de um quilómetro à beira-rio na margem sul do Tejo e que se estende pela arriba, cujo Plano de Pormenor já foi aprovado em sessão de câmara.

A autarca, Inês de Medeiros, e o administrador do grupo madeirense AFA, Teixeira Sousa, expressaram publicamente a "
 16 de Fevereiro de 2018 " a vontade de iniciar as obras até ao final do ano. “Tem que ser este ano. Até ao final do ano temos que ter equipamentos em obra”, afirmou o Teixeira de Sousa. Ao PÚBLICO explicou depois que os trabalhos vão começar pela construção das infra-estruturas da urbanização. Até ao arranque das obras, além do plano de pormenor, terá de estar concluído o plano de urbanização.


"
Até ao final do ano de 2018 temos que ter equipamentos em obra”, afirmou Teixeira de Santos"
"depois veio novamente dizer...até final do 1º trimestre de 2019"
Já estamos a chegar ao final do 4º:
E mais não disse!
Vamos esperando por novidades...se as houver...e se merecemos.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Monumento ao Poder Local

Este monumento encontra-se instalado na Estrada da Algazarra, junto ao cruzamento com a Rua da Alembrança. (Feijó)

Monumento ao Poder Local

Conjunto escultórico em alvenaria, como se de uma casa se tratasse, coberta por uma rede de ferro, esta obra, concebida por Virginía Fróis, sob encomenda da Câmara Municipal, pretende evocar as bodas de prata da instituição do Poder Local, homenageando dessa forma todos aqueles que nesses 25 anos colocaram a sua capacidade de trabalho, a sua transparência e e a sua imaginação ao serviço da elevação da qualidade de vida das populações e do bem-estar colectivo.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

O cérebro de um mentiroso funciona de maneira diferente

Quando alguém mente de forma repetida, deixa de ter uma resposta emocional às suas próprias falsidades. Assim, e ante a uma ausência total de sentimentos, essa prática se torna mais fácil e se converte num recurso habitual. É por isso que os neurologistas chegaram à conclusão de que o cérebro de um mentiroso funciona de maneira diferente: são mentes habilmente treinadas para esse propósito.

 

Se há algo que caracteriza o cérebro humano é a sua plasticidade, sabemos disso. Portanto, não ficaremos surpresos em saber que mentir é, afinal, uma habilidade como qualquer outra, e que, para manter um bom nível de excelência, basta praticar diariamente. Algumas pessoas sentem paixão por matemática , design ou escrita, disciplinas que por si só também modelam cérebros distintos com base em nossos estilos de vida, nossas práticas usuais.
“Uma mentira pode salvar o presente, mas condena o futuro.”
-Buda-
O campo da psicologia e da sociologia sempre se interessou pelo mundo das mentiras e do engano. No entanto, por algumas décadas e em vista dos grandes avanços nas técnicas de diagnóstico, é a neurociência que está nos oferecendo informações mais valiosas e, ao mesmo tempo, perturbadoras. A razão? Se disséssemos neste exato momento que a personalidade desonesta é o resultado do treinamento e da habituação contínua , é possível que mais de um se sinta surpreso.
Quem começa com as pequenas mentiras e as transforma em hábito, induz o cérebro a um estado progressivo de dessensibilização. Pouco a pouco, grandes mentiras doem menos e tornam-se um modo de vida …
O cérebro de um mentiroso e a amígdala
A maioria de nós se impressiona com certos comportamentos daqueles agentes sociais que vivem no nosso dia a dia. Vemos, por exemplo, alguns políticos agarrados às suas mentiras, defendendo sua honestidade e normalizando atos que por si mesmos são altamente repreensíveis e até mesmo criminosos. Essas dinâmicas estão no papel de funcionários públicos ou talvez haja algo biológico?
Tali Sharot , professor de neurociência cognitiva da University College London, nos diz que há de fato um componente biológico, mas também um processo de treinamento . Assim, a estrutura cerebral que está diretamente relacionada a esses comportamentos desonestos é, sem dúvida, a amígdala. O cérebro do mentiroso realmente passa por um processo sofisticado de auto-treinamento, onde você acaba dispensando toda a emoção ou culpa.
Na revista Nature Neuroscience temos um artigo muito completo publicado em 2017, onde é detalhado. No entanto, e para entender melhor, daremos um exemplo. Imagine um jovem que chega a uma posição de poder em sua companhia. Para transmitir liderança e confiança em seus funcionários, recorre a pequenas mentiras. Essas dissonâncias, esses pequenos atos repreensíveis fazem nossa amígdala reagir. Essa pequena estrutura do sistema límbico relacionada à nossa memória e reações emocionais é o que limita o grau em que estamos dispostos a mentir.
Agora, esse jovem acaba transformando o uso de mentiras em um recurso constante. Seu trabalho nessa organização é baseado no uso permanente e deliberado do engano. Quando essa abordagem é habitual, a amígdala pára de reagir, cria tolerância e não mais emite nenhum tipo de reação emocional. O sentimento de culpa desaparece, não há remorso ou preocupação.
O cérebro de um mentiroso, por assim dizer, se adapta à desonestidade.
A mentira faz o cérebro funcionar de uma maneira diferente
Aquele que mente precisa de duas coisas: memória e frieza emocional . Isto é o que eles nos dizem em um dos livros mais completos sobre o cérebro de um mentiroso: “Por que mentimos … especialmente para nós mesmos: A ciência do engano” pelo professor de psicologia Dan Ariely. Da mesma forma, também estamos convidados a descobrir outros processos neurológicos que não sejam menos interessantes sobre o assunto.
Em um experimento conduzido pelo próprio Dr. Ariely, revelou que a estrutura cerebral dos mentirosos patológicos tem 14% menos substância cinzenta. No entanto, eles tinham entre 22 e 26% mais substância branca no córtex pré-frontal . O que significa isto? Basicamente, o cérebro de um mentiroso estabelece muito mais conexões entre suas memórias e suas idéias . Essa maior conectividade permite-lhes dar consistência às suas mentiras e acesso mais rápido a essas associações.
Todos esses dados nos dão uma pista sobre como a desonestidade é desenvolvida a partir de dentro, daqueles processos cognitivos que gradualmente adquirem maior solvência à medida que os praticamos, assim como nosso cérebro também deixa de adicionar o componente emocional a esses atos.
Assim, o Dr. Airely não deixa de ver nessas práticas algo verdadeiramente assustador. O fato de a amígdala deixar de reagir a certos fatos revela que estamos perdendo aquilo que, de alguma forma, nos torna humanos . Quem não vê mais que suas ações têm consequências sobre os outros, perde sua nobreza, a bondade natural que supostamente deveria definir a todos nós.
O cérebro de um mentiroso é moldado por um conjunto de motivações sombrias. Poderíamos dizer que por trás dessa pessoa que opta por fazer da mentira o seu modo de vida, há uma série de objetivos muito específicos: desejo de poder, status, dominação, interesse pessoal … É a ideologia de quem decide em um dado momento, priorizar a si mesmo acima dos outros. E nada pode ser mais perturbador.
Vamos pensar sobre isso.
Traduzido de La Mente es Maravillosa
14/06/2019

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Os Paços do Concelho e o Pelourinho de Almada

O Pelourinho de Almada esteve em frente deste edifício desde uma data desconhecida até ser destruído em 1868, após o que as duas peças restantes estão guardadas no Convento dos Capuchos, na Caparica.

                                                            

                                                             Almada, Camara Municipal, ed. Paulo Emílio Guedes & Saraiva, 11, década de 1900.
                                                             Imagem: Delacampe

Município de Almada

Elevação da sede do município a cidade em 21/06/1973
Ordenação heráldica do brasão e bandeira

 
Publicada no Diário da República, III Série de 30/12/1985 Armas 

Escudo de azul, com um castelo de ouro aberto e iluminado de vermelho, tendo a torre central carregada por uma cruz de Santiago, de vermelho, e as laterais carregadas, cada uma por um escudete de azul em ponta, besantado de prata. O castelo assente num monte de penhascos de negro, realçados de prata e de verde, cortado por três faixetas ondadas, duas de prata e uma de azul. Coroa mural  de cinco torres de prata. Listel branco com os dizeres : " CIDADE DE ALMADA


                    Brasão de município de Almada




Bandeira - Gironada de azul e amarelo, cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

Bandeira de município de Almada                         
                            Bandeira para hastear em edifícios (2x3)

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                        Estandarte de município de Almada
                            Estandarte para cerimónias e cortejos (1x1


Anterior Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Publicada no Diário do Governo, I Série de 25/05/1936

Armas - Escudo de azul, com um castelo de ouro aberto e iluminado de vermelho, tendo a torre central carregada por uma cruz de Santiago de vermelho e as laterais carregadas cada uma por uma quina de Portugal antigo. O castelo assente num monte de penhascos de negro realçado de prata e de verde, cortado por três faixas onduladas,  duas de prata e uma de azul. Coroa mural  de quatro torres de prata. Listel branco com os dizeres : " VILA DE ALMADA "


                            Brasão de município de Almada


                                                           PAÇOS DO CONCELHO                                                                                                                      Resultado de imagem para paços do concelho almada 



Pelourinho de Almada

Detalhes da DGPC
"Em 9-07-2014 foi solicitada à CM de Almada informação sobre a eventual intenção de reconstruir o pelourinho no seu primitivo local, de forma a respeitar o previsto no art.º 4.º do Decreto-Lei n.º 23 122, de 11-10-1933, ou se os dois fragmentos irão continuar musealizados, caso em que se ponderará a sua desclassificação
Em 28-05-2014 a CM de Almada informou que os dois fragmentos localizados do Pelourinho de Almada a parte superior - uma bola torsa - e a coluna, em brecha da Arrábida) se encontram em depósito nos Serviços de Arqueologia da Divisão de Museus e património Municipal
Em 8-12-2008 foi solicitada à CM de Almada informação sobre a localização dos fragmentos existentes
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933

Almada possui uma longa e atribulada história. Conquistada por D. Afonso Henriques em 1147, juntamente com Lisboa e com Palmela, a cidade viveu sempre uma relação de extrema proximidade com a capital, facto bem testemunhado pelo primeiro documento de foral passado por Afonso Henriques, em 1170, à comunidade de mouros forros (posteriormente confirmado por D. Afonso II em Dezembro de 1217). Em 1190, D. Sancho I doou-a aos cavaleiros da Ordem de Santiago, principais detentores das zonas a Sul do Tejo actualmente inseridas na Península de Setúbal. Data dessa altura o seu foral, destinado a organizar minimamente a vida social e económica da região. Nos séculos seguintes, Almada prosperou a ponto de D. Dinis a desafectar aos espatários, por troca com as vilas de Almodôvar, Ourique e Aljezur, e integrá-la na coroa, facto que ocorreu em 1297.
O pelourinho da vila não teve origem na Baixa Idade Média, mas sim nos princípios do século XVI, altura em que todo o país foi objecto de um amplo movimento de reforma concelhia. A 1 de Junho de 1513, D. Manuel passou foral novo à vila, renovando, desta forma, o estatuto concelhio da localidade.
Subsistem muitas dúvidas a respeito da localização exacta desse pelourinho quinhentista. De acordo com um documento referido por Raúl Pereira de Sousa, ele situava-se nas traseiras da Igreja de Santiago, junto ao local onde, pelo século XV, se reunia habitualmente a vereação municipal (SILVA, 1999, p.30). Terá sido esta a zona escolhida pelo poder quinhentista para implantar o pelourinho, correspondendo, no fundo, à secção urbana nova e em expansão ainda por essa altura.
Durante séculos, este monumento foi o mais importante símbolo do estatuto concelhio de Almada, chegando a transitar, em época desconhecida, para a frente dos Paços do Concelho. Todavia, a sua história teve um quase-final trágico. Destruído em 1868, dele apenas se conservam duas peças, actualmente em depósito no convento de Santo António dos Capuchos, da Caparica. Uma delas foi resgatada dos alicerces do coreto do Jardim do Castelo, o que prova que, após a sua destruição, ele foi segmentado e aproveitado para outras edificações (IDEM, p.30).
Estes fragmentos, que pertenceram ao fuste e ao remate, não permitem uma reconstituição fidedigna, mas possibilitam uma aproximação histórico-artística de alguma importância. O material utilizado foi a brecha da Arrábida, uma das pedras mais sistematicamente aproveitadas na região. O segmento de fuste é torso e não apresenta qualquer decoração, ao contrário das realizações mais esteticamente cuidadas do reinado de D. Manuel. Quanto à parte remanescente do remate, possuímos uma parcela igualmente torsa, de secção tronco-cónica (MALAFAIA, 1997, p.449), desconhecendo-se se existia capitel ou outra forma de coroamento."

Distrito: 
Setúbal
Concelho: Almada

Tipo de Património
Património Material
Classificação
Imóvel de Interesse Público
Proteção Jurídica
Decreto nº 23 122, DG 231, de 11-10-1933
Identificação Patrimonial
Monumento/Edifício
Tipologia original
Arquitectura Civil - Mobiliário
Valor patrimonial
Valor histórico
Áreas Artísticas
Cantaria
Descrição
Apenas restam alguns fragmentos, parte do fuste encontra-se no Convento dos Capuchos.
Estado de Conservação
Morada
Convento dos Capuchos - Rç Lourenço Pires de Távora, 42, Monte de Caparica
2825
COSTA DE CAPARICA
Bibliografia
LOPES, Flávio (coord.), Património Classificado - Arquitectónico e Arqueológico - inventário, vol. II, Lisboa, IPPAR, 1993.

Data de atualização
11/05/2009

Foi tudo o que consegui saber sobre o PELOURINHO de ALMADA.
(Não conheço fotos)
                                              
                                                       

terça-feira, 4 de junho de 2019

Cova da Piedade

Esta nora de ferro de desenho requintado, hoje situada em terrenos da Escola Preparatória da Cova da Piedade e classificada como de interesse municipal, abastecia de água a quinta de António José Gomes.


A imagem pode conter: céu, planta, árvore, nuvem e ar livre

sábado, 1 de junho de 2019

40 frases da poetisa Cora Coralina

Morta… serei árvore, serei tronco, serei fronde e minhas raízes enlaçadas às pedras de meu berço são as cordas que brotam de uma lira. — Cora Coralina

 
            

Anna Lins dos Guimarães, ou simplesmente Cora Coralina, começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos, publicando-os posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário “Folha do Sul” da cidade goiana de Bela Vista e nos periódicos de outros rincões, assim como a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917. Apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries.
Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Quarenta frases das muitas que compõem a sua belíssima obra:

Eu sou a terra, eu sou a vida. Do meu barro primeiro veio o homem. De mim veio a mulher e veio o amor. Veio a árvore, veio a fonte. Vem o fruto e vem a flor. — Cora Coralina
Enfeitei de folhas verdes a pedra de meu túmulo num simbolismo de vida vegetal.— Cora Coralinha
Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade. — Cora Coralina
Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta, recomeçar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. — Cora Coralina
Procuro suportar todos os dias minha própria personalidade renovada, despencando dentro de mim tudo que é velho e morto. — Cora Coralina
O amigo não passa a mão quando fizemos algo errado, está firme ao nosso lado, puxa a orelha, chama a razão! — Cora Coralina
Nasci em tempos rudes. Aceitei contradições, lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo. Aprendi a viver. — Cora Coralina
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.— Cora Coralina
Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma. — Cora Coralina
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. — Cora Coralina
Criança periférica, rejeitada / Teu mundo é o submundo. — Cora Coralina
Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. — Cora Coralina

Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores. — Cora Coralina
O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes. — Cora Coralina
O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher. — Cora Coralina
A Verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que ele é impossível. — Cora Coralina
Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo. — Cora Coralina
Me esforço para ser melhor a cada dia. Pois bondade também se aprende. — Cora Coralina
Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. — Cora Coralina
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça. — Cora Coralina
Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade. — Cora Coralina
Verso do poema: minha cidade, minha vida, meus sentimentos, minha estética, todas as vibrações de minha sensibilidade de mulher, têm, aqui, suas raízes. — Cora Coralina

Eu sou a dureza desses morros revestidos, enflorados, lascados a machado, lanhados, lacerados. Queimados pelo fogo Pastados, calcinados e renascidos. — Cora Coralina
Coração é terra onde ninguém vê. — Cora Coralina
Poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso. — Cora Coralina
Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros. — Cora Coralina
Acredito nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida. Creio na superação das incertezas deste fim de século. — Cora Coralina
Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos. — Cora Coralina
Nas palmas de tuas mãos leio as linhas da minha vida. — Cora Coralina
Versos… não. Poesia… não. Um modo diferente de contar velhas estórias. — Cora Coralina
Renovadora e reveladora do mundo. — Cora Coralina
Embora não possamos acrescentar dias à sua vida, podemos acrescentar vida aos seus dias. — Cora Coralina

Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil. Antes acreditar do que duvidar. — Cora Coralina
Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou. — Cora Coralina
Quis ser um dia, jardineira de um coração. Cavei, plantei. Na terra ingrata nada criei. — Cora Coralina
Procuro suportar todos os dia minha própria personalidade renovada, despencando dentro de mim, tudo que é velho e morto. — Cora Coralina
Melhor do que a criatura, fez o criador a criação. A criatura é limitada. O tempo, o espaço, normas e costumes. Erros e acertos. A criação é ilimitada. Excede o tempo e o meio. Projeta-se no cosmos. — Cora Coralina
A humanidade se renova no teu ventre. Cria teus filhos, não os entregues à creche. Creche é fria, impessoal. Nunca será um lar para teu filho. Ele, pequenino, precisa de ti. Não o desligues da tua força maternal. — Cora Coralina
Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino. Não te procurei, não me procurastes – íamos sozinhos por estradas diferentes. — Cora Coralina
Mulher forte e talentosa são adjetivos que caracterizam Cora Coralina. Agora que você conheceu um pouco melhor sobre a poetisa brasileira e sua obra singela e tocante, que tal conferir nossa lista de frases de Fernanda Pessoa e imergir um pouco mais na literatura rica de nosso país? — Cora Coralina