quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Eucalipto arco-íris: uma das árvores mais bonitas do mundo

 O eucalipto deglupta é comumente conhecido como o eucalipto arco-íris por causa de sua maneira única de derramar sua casca. Uma vez derramada, a casca interna que é revelada é verde brilhante, mas eventualmente amadurece para azul, roxo, laranja e, eventualmente, marrom. O eucalipto arco-íris não perde sua casca de uma só vez, mas em secções ao longo do ano, permitindo o incrível efeito do arco-íris.



Também conhecida como ‘goma de Mindanao’, ou ‘goma de arco-íris’, esta bela árvore é nativa das Filipinas, Indonésia e Papua Nova Guiné. É a única espécie de eucalipto que geralmente vive na floresta tropical – com uma extensão natural que se estende até o hemisfério norte










quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Parque das Merendas...Convento dos Capuchos

É um dos muitos lugares de visita para quem vem a Margem Sul,e não pode deixar de visitar o jardim do convento dos Capuchos.



Este miradouro situa-se na estrada que outrora ligava a Costa de Caparica a Vila Nova de Caparica, via Capuchos.

Esta estrada era conhecida por Rampa dos Capuchos e foi palco durante diversos anos de uma prova de automobilismo que fazia parte do Campeonato Nacional de Rampas.

Também por essa estrada seguiam os peregrinos que por terra se dirigiam ao Cabo Espichel integrados nos Círios da Margem Sul à Senhora do Cabo.

Dirigiam-se, então, à Boca do Grilo, atravessavam matas e pinhais, chegando ao Cabo com passagem pela Herdade da Apostiça.

Trata-se de um belo miradouro, um ponto de repouso e momento de apreciar a paisagem.

Cacilhas numa perspectiva mais recente:

Cacilhas tem uma importante interface de transportes públicos os cacilheiros da Transtejo, os autocarros dos TST e o metro-ligeiro  MST.

         Foto

Esta zona ribeirinha na margem sul do Tejo oferece uma das mais belas vistas de Lisboa e vários restaurantes conhecidos pelo seu peixe fresco. A viagem é feita num cacilheiro, um navio de casco único que faz o transporte público entre as duas margens do rio. Logo ao chegar a Cacilhas, sente-se muitas vezes o cheiro de peixe a assar, convidando a uma pausa para uma refeição antes de uma visita ao monumento ao Cristo-Rei.

Só na Rua Cândido dos Reis, hoje uma rua pedonal, encontram-se cerca de 20 restaurantes, a maioria de cozinha tradicional portuguesa. 
Nesta rua pode-se visitar a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, construída em 1759 com belos painéis de azulejos e talha dourada. Ao atravessar a rua vê-se a Fragata D. Fernando II e Glória, uma embarcação do século XIX que pode ser visitada todos os dias menos à segunda-feira (entrada livre no primeiro domingo de cada mês).       

sábado, 22 de agosto de 2020

A Moderna Almada Velha
Miradouro Jardim do Castelo_Vista
Neste percurso sugerimos-lhe que cirande pelas ruas estreitas de Almada Velha e que acabe o passeio a olhar o Tejo. Um percurso que permite conhecer a «nova» Almada Velha, resultado de um processo de recuperação do centro histórico desenvolvido pela autarquia.

Comece pelo Largo dos Bombeiros, assim denominado porque aqui esteve instalado o quartel dos Bombeiros de Almada. Ao lado destaca-se o edifício dos Paços do Concelho, com a sua torre altaneira e o escudo de D. Maria II (1777-1799).

A República chegou mais cedo
Em frente a este edifício, reconstrua a Implantação da República, que aqui aconteceu um dia mais cedo. A 4 de Outubro de 1910, um grupo de republicanos organizou uma marcha de operários com cerca de 8000 pessoas.
Jardim do Castelo_Coreto
A manifestação passou pelos Centros Republicanos Elias Garcia e Capitão Leitão, de onde se trouxe a bandeira desta causa, hasteada aos ventos da margem sul, nos Paços do Concelho.

Almada e o terramotoSiga pela Rua da Judiaria e pare junto da porta número 2A. A trave desta entrada passa para além da largura da porta por uma razão simples: depois do terramoto de 1755 esta zona da cidade foi lentamente reconstruída com materiais dos escombros. Por isso é frequente encontrar peças como esta, claramente pertencentes a uma outra edificação.
Igreja de Santiago_Fachada
Ao fundo da rua encontra três ciprestes e uma escada, do lado direito. Lá no topo, na Rua do Registo Civil, vire à esquerda e encontre a Igreja de Santiago. Presume-se que seja a mais antiga do concelho, anterior ao templo consagrado a Santa Maria do Castelo, desaparecida após o terramoto. Escavações do Centro de Arqueologia de Almada revelaram sepulturas datáveis desde o séc. XII, que comprovam a existência deste templo já nessa data.

Agora entre no jardim do Castelo, circunde o coreto, deite o olho aos canteiros floridos e recoste-se nos bancos ondulantes imitando o balanço do Tejo, ali já em baixo. Encante-se pela panorâmica que se vista a partir desta zona de Almada, encavalitada no alto desta arriba.

A posição estratégica deste local fez com que o povo árabe tivesse erguido uma fortaleza (séc. XII), um espaço hoje ocupado pela fortaleza da GNR, encostada a este jardim.
Elevador Boca do Vento_Topo
Num enleio como Tejo
Mas deixe as alturas e venha conhecer o Jardim do Rio, descendo através do moderno Elevador da Boca do Vento, do lado esquerdo deste miradouro.

Já cá em baixo, aproxime-se dos gigantescos torrões que se deslocaram da encosta e que se preservaram para dar a conhecer a constituição da arriba, feita de fósseis e outros sedimentos do rio e do mar.

Percorra os caminhos estreitos que cortejam o rio, sente-se nos bancos de madeira, enfrentando a capital, ou ceda ao apelo da informalidade da relva. O importante é que fique mais um pouco para lhe contarmos a história da água.
Jardim do Rio_Vista Ponte
A história da água
Na Fonte da Pipa, que encontra mais à frente, na direcção do mar, abasteceram-se as embarcações que dos Descobrimentos. Em troca da água deixavam notícias frescas do outro lado do mundo.
Já no séc. XVIII, formavam-se filas de aguadeiros e mulheres de bilha na cabeça à espera da sua vez. A água seguia em barris no dorso de burros até ao cimo da urbe.
De volta ao tempo actual, fique com mais uma sugestão: visite o núcleo naval do Museu Municipal, onde se conta a história da ligação secular desta área ribeirinha ao rio e ao mar. 
No fim deste percurso, leve na memória a mansidão do vento na pele, o cheiro do rio, o afago do sol a os dias. Não há preço que pague a calma que aqui se vive e que se acumula no fundo da alma.

(Creditos-CMA)

sábado, 8 de agosto de 2020

2 milhões de pessoas na Índia se reúnem para plantar 20 milhões de árvores

No estado indiano de Uttar Pradesh, há espaço suficiente para o crescimento das árvores – e espaço suficiente para 2 milhões de residentes plantarem caminhões de árvores enquanto se distanciam socialmente.

         

Embora o vírus tenha se espalhado rapidamente por todo o país, sua ameaça não foi suficiente para dissuadir o governo do estado indiano mais populoso de conduzir uma campanha de plantio em massa de árvores ao longo das margens do rio Ganges como parte de sua promessa de proteger um terceiro da nação sob cobertura de árvores até 2030.

O plantio foi realizado na semana passada por voluntários, funcionários sem fins lucrativos, funcionários do governo e até parlamentares, que mantiveram distância um do outro e usavam máscaras para impedir a possível propagação do coronavírus.

“Estamos comprometidos em aumentar a cobertura florestal de Uttar Pradesh para mais de 15% da área total nos próximos cinco anos”, disse o ministro-chefe do estado, Yogi Adityanath, na foto acima durante a cerimônia de inauguração da campanha.

“Na campanha, mais de 20 milhões de árvores serão plantadas nas margens do rio Ganges, o que ajudará a manter limpo esse poderoso rio.”

Muitas nações têm como meta 2030 o prazo para várias metas relacionadas à sustentabilidade, para coincidir com as 18 Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU, projetadas para incentivar as nações a resolver os maiores problemas do mundo, como pobreza, fome, poluição, acesso à água potável, acesso à educação , e mais.

Os plantios em massa de árvores foram lançados como um método fácil e barato de extrair carbono da atmosfera, com centenas de milhões de árvores sendo plantadas em países ao redor do mundo, incluindo China , Paquistão , Índia, Madagascar e as nações do Sahel , especialmente Etiópia e Senegal .

A sobrevivência de todas as árvores durante essas operações de plantio em massa não é garantida, é claro, mas em comparação à mudança na infraestrutura de energia e transporte, o plantio de árvores é fácil, barato e útil na regeneração de terras anteriormente degradadas de volta a ecossistemas saudáveis ​​e funcionais.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Nova tecnologia solar pode produzir água potável para milhões de necessitados

Dispositivos semelhantes a tanques chamados de alambiques solares usam o sol para evaporar água suja ou salgada e condensar o vapor em água potável.Acontece que esses alambiques grandes e caros só podem produzir água suficiente para uma família pequena.
   


No entanto, os pesquisadores agora desenvolveram um novo material que acelera o processo de evaporação e, portanto, permite que pequenos alambiques forneçam todos os requisitos de água de uma família grande.
Se a tecnologia pudesse ser barata o suficiente, poderia dar uma resposta à crescente crise da água e dar acesso a água limpa a milhões de pessoas pobres em todo o mundo.
Guihua Yu, cientista de materiais da Universidade do Texas em Austin, e colegas descobriram uma maneira de contornar essa limitação.
Seu método envolve hidrogéis, misturas de polímeros e um polímero absorvente de água chamado álcool polivinílico. Ele também possui um absorvedor de luz chamado polipirrol (PPy) – que eles colocam sobre a superfície da água em uma fonte solar.
De acordo com o relatório publicado na Science Advances , o mecanismo do aparelho vê as moléculas de água no interior do gel serem fortemente ligadas ao PVA, cada uma formando vários elos químicos conhecidos como ligações de hidrogênio.
Com a maior parte de sua capacidade de ligação ligada ao PVA, as moléculas de água ligadas conseguem se ligar livremente a outras moléculas de água e compartilhar menos ligações com seus vizinhos, criando assim ‘água intermediária’ que evapora mais rapidamente e mais rapidamente do que a água comum.
Na evaporação, eles são imediatamente substituídos por outras moléculas de água no imóvel.
A tecnologia de Yu viu o dobro do limite teórico de água sendo produzido usando o aparelho.
Yu e seus colegas também conseguiram misturar um terceiro polímero, chamado quitosana, que também atrai fortemente a água.
A adição de quitosana à mistura criou um gel que poderia reter ainda mais água e, como resultado, aumentou a quantidade de água intermediária, produzindo quase 12 vezes a quantidade produzida pelas versões comercialmente disponíveis atualmente. Os resultados do estudo foram relatados no Science Advances.
Fonte: Science mag

domingo, 5 de julho de 2020

“Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.


Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.
A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas.
Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.
O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.
Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

(Umberto Eco)

quinta-feira, 11 de junho de 2020

A velhice começa quando perdemos nossa curiosidade

Se há uma coisa que nos faz continuar na vida é a curiosidade: o desejo de aprender sobre coisas, experiências e novos mundos. A curiosidade nasce conosco e permanece connosco ao longo de nossas vidas. Quando sentimos que não há nada que nos leve a descobrir coisas novas, isso significa que temos um problema.

Por esta razão, o escritor português Saramago disse que “a velhice começa quando perdemos a nossa curiosidade “. Em outras palavras, ligamos o conceito de juventude à vitalidade e o desejo de desfrutar o mundo sem limites; enquanto a ideia de velhice está ligada à empatia pela vida e à perda de apetite que nos leva a querer descobrir algo mais sobre o nosso entorno.
“Eu nunca poderia, em qualquer idade, ser feliz sentada perto de uma lareira, apenas observando. A vida é para ser vivida. A curiosidade deve sempre permanecer viva. Ninguém deveria, por qualquer razão no mundo, virar as costas para a vida “.

A curiosidade é o traço distintivo das crianças

Certamente você notou que as crianças, especialmente quando são pequenas, têm um desejo incrível de saber. Elas estão cheias de energia que as empurra para fazer perguntas sobre tudo, querer tudo, tocar em tudo que atravessam. É normal, porque elas estão crescendo e querem entender onde estão e o que a vida pode oferecer a elas.

De certa forma, este é o primeiro passo em sua aprendizagem como pessoas, e nós, adultos, somos responsáveis por alimentar essa curiosidade e desenvolvê-la de maneira positiva e intelectual. Nós também aprendemos dessa maneira a manter sempre nossa curiosidade viva, o que nos guia e nos impele a nos superar. É isso que nos faz sentir jovens e ainda um pouco crianças: não envelhecer.

O reverso da curiosidade.

Precisamente porque a curiosidade nos impele a explorar o mundo, alguns estudos também foram realizados para descobrir por que somos curiosos. A pesquisa levou à conclusão, em suma, de que somos mais curiosos quando já sabemos algo sobre um assunto e queremos aprender mais.

A curiosidade nesses casos pode ser representada como um U inverso, em que o ponto de partida desperta em nós a curiosidade de saber para onde vai esse U. Este fator está relacionado a outros estudos que demonstraram que a curiosidade está ligada à memória e à aprendizagem: a curiosidade nos ajuda a reter na memória o que poderíamos chamar de “aprendizado motivado”, como se fosse uma recompensa.

Como alimentar a curiosidade
Tendo dito isso, você entenderá bem por que relacionamos a velhice à falta de curiosidade: parar de querer aprender significa privar a vida de seu significado. É importante manter a curiosidade viva, aquela que nos levou a ouvir uma conversa atrás de uma porta para descobrir a América além do oceano. Graças à curiosidade, os estudos em todos os campos do conhecimento fizeram enormes progressos.
A melhor maneira de alimentar a curiosidade é estimulá-la de maneira positiva, e é assim que você tem a ver com as crianças. Aqui estão algumas maneiras de fazer isso:
• Desenvolver a imaginação: experimente e deixe-as experimentar, tente transformar atividades cotidianas em novas aventuras nas quais você aprende algo novo todos os dias.
• Dê o exemplo: se você quer que uma criança aprenda algo, acompanhe suas palavras com um exemplo. Se ela perceber que você também é curioso, mesmo diante de pequenas coisas, ela também será.
• Responda às suas perguntas: não adianta dizer a uma criança “por que eu digo” ou “por que é”. Desta forma, você só será capaz de silenciá-la. Tente sempre dar uma explicação coerente, essas explicações vão lhe trazer mais perguntas.
• Deixe-as fazer as coisas por conta própria: as crianças devem descobrir que erros podem ser cometidos e que são necessários para o aprendizado. Se você der a ela a oportunidade de aprender, estará ajudando-a a aprender como lidar com situações difíceis e, ao mesmo tempo, aumentar sua criatividade.
“Felizmente, a natureza me deu uma curiosidade irracional, mesmo pelas coisas mais insignificantes. Isso é o que me salva. A curiosidade é a única coisa que me mantém à tona. Tudo o resto me faz afundar “.-Pedro Almodóvar-
(Artigo extraído e traduzido de La Mente é Meravigliosa)

terça-feira, 9 de junho de 2020

Monumento aos "Perseguidos" Almada

O Monumento aos "Perseguidos" localizado na Praça MFA em Almada, um símbolo de testemunho de vida, em homenagem a todos aqueles que foram perseguidos pelo regime fascista
 

Representa figurativamente um homem e uma mulher num claro clima de tensão.
"O monumento Os Perseguidos e uma nova organização simbólica da cidade.
Tinham passado três anos sobre a Revolução, e no primeiro ano de mandato de José Martins Vieira na Presidência da Câmara de Almada, após as primeiras eleições livres para o Poder Local em 1976, o Jornal de Almada, na sua edição de Novembro de 1977, noticiava que o Município manifestara publicamente a vontade de erigir uma nova estátua para Almada.
Foi o vereador da Cultura, o jovem Francisco Simões, que acabara de concluir o curso de Escultura na Academia de Música e Belas Artes da Madeira e que naturalmente se terá cruzado com o professor escultor Pedro Anjos Teixeira naquela instituição, confrontou-se com a existência de uma sua escultura denominada ‘Os Perseguidos’, de 1969. Esta terá sido concebida por Anjos Teixeira como ‘obra protesto’ em solidariedade para com os homens e mulheres do povo e com os intelectuais antifascistas perseguidos pela ditadura. Respondendo na perfeição ao sentimento da viva homenagem dos almadenses a todos os antifascistas locais"
No concelho de Almada, muitos foram os perseguidos por motivos de natureza política e social.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Direitos Humanos...O mundo chora por Zohra:

O mundo chora por Zohra: a empregada doméstica de 8 anos que teve sua vida ceifada por libertar dois papagaios

 


A história de Zohra Shah viralizou na rede e tem causado comoção e severas reflexões sobre o mundo que estamos a construir no presente.
A menina tinha somente 8 anos de idade, mas sequer a sua inocência foi suficiente para salvá-la da morte. Zohra Shah foi morta no Paquistão por ter cometido o crime de amar, neste mundo de desamor e maldades: ela libertou dois papagaios caros da gaiola.
Os crimes contra Zohra não se iniciam no momento do homicídio. Ela fora mandada para a casa de uma família abastada para trabalhar: lembrando que ela tinha apenas 8 anos.
Essa entrega da filha advém da pobreza generalizada existente no Paquistão. Em razão dessa miserabilidade reinante, não raro as famílias entregam seus filhos para outras famílias para servirem de ajudantes domésticos, não obstante a sua pouca idade.
Esse também foi o destino de Zohra, que trabalhava como empregada doméstica em um rico distrito de Rawalpindi, a quarta maior cidade do Paquistão.
A história de Zohra, contudo, demonstra uma crueldade inédita. Ela encontrou não só a exploração do seu trabalho, mas também a morte, e por um motivo justo, honroso e elevado: ela queria ver os pássaros livres a voar pelos ares. Talvez tenha se angustiado ao vê-los aprisionados em uma gaiola.
Quatro meses antes do crime, Zohra começou a trabalhar para a família de Hasan Siddiqui e sua esposa Umm Kulsoom. Mas, na segunda-feira, o homem confessou à polícia que sua esposa havia espancado Zohra porque a menina havia libertado seus papagaios.
A garota veio de Muzaffargarh, um distrito no sul de Punjab, localizado a cerca de 580 quilômetros da capital Islamabad. A família a enviou para viver e trabalhar para o casal e “receber uma boa educação”, mas, infelizmente, ela encontrou a morte.
O casal foi preso e confessou o crime.
“Siddiqui chutou a garota, havia hematomas por todo o corpo e ela estava sangrando”, disse o policial Mukhtar Ahmed, que está investigando o caso.
Depois de cometer a violência, os dois levaram a menina ao Hospital Memorial Begum Akhtar Rukhsana, onde a equipe confirmou sinais de violência, mas a menina não resistiu e faleceu em virtude dos graves ferimentos.
O assassinato brutal provocou indignação geral no Twitter. Todo mundo está pedindo justiça para a pobre Zohra. O ministro paquistanês de direitos humanos, Shireen Mazari, escreveu no Twitter que seu ministério estava em contato com a polícia, ele estava acompanhando o caso e propondo reformas internas nas leis trabalhistas.
A Organização Internacional do Trabalho estima que existam pelo menos 8,5 milhões de trabalhadores domésticos no Paquistão, muitos dos quais são mulheres ou crianças. A situação de dezenas de milhares de crianças que trabalham no país é alarmante. Eles são contratados pelos pais anualmente ou mensalmente e a violência contra eles é comum. Em janeiro do ano passado, Uzma, 16, foi assassinado na cidade oriental de Lahore por empregadores por comerem seus alimentos.
No ano passado, a Assembléia do Punjab aprovou a Lei dos Trabalhadores Domésticos do Punjab para regular o trabalho doméstico e registrar os funcionários, mas infelizmente isso não é suficiente para evitar assassinatos brutais como o de Zohra.
“Ainda um grande número de funcionários em Punjab não está registrado, faz trabalho não remunerado e crianças são torturadas até a morte”, disse Arooma Shahzad, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos.
Que a terra seja leve para você.
Fontes de referência: GreenMe, Nacional , Justgiving

domingo, 7 de junho de 2020

O Cais do Ginjal do futuro

Um dos mais cobiçados pontos turísticos da margem sul do Tejo vai ser renovado. O decadente Cais do Ginjal terá casas, hotéis, jardins, espaços culturais, lojas e restaurantes. Mas ainda não há data. "e,três anos passaram"

Lisboa | Cais do Ginjal and Ponte 25 de Abril | The world in images

Banhado pelo rio, na margem esquerda do Tejo, o Cais do Ginjal tem, provavelmente, a melhor vista sobre Lisboa e tornou-se um ponto de paragem obrigatória para os turistas que chegam a Cacilhas e que ignoram os avisos de perigo repetidos ao longo de um quilómetro. Mas a degradação do Ginjal está com os dias contados. Os velhos edifícios que se estendem entre o terminal fluvial e o Jardim do Rio vão dar lugar a casas, lojas, restaurantes, espaços culturais e jardins.
A ideia é aproveitar o “clima económico favorável ao investimento e que se traduz em Almada numa procura crescente por parte de investidores interessados nesta área” para reabilitar o cais ribeirinho, com cerca de 80 mil metros quadrados, e criar habitação, hotelaria, comércio, serviços, estacionamento, miradouros, apartamentos turísticos e espaços públicos, como mercados das artes e diversos equipamentos de apoio.
Quanto aos dois únicos restaurantes que existem no Cais do Ginjal — o Atira-te ao Rio e o Ponto Final — não terão de fechar portas quando as obras começarem porque “na área dos dois restaurantes a intervenção a realizar, após publicação do Plano e concluídos os projectos de infraestruturas, será essencialmente nas traseiras para permitir um acesso ao Jardim do Rio e na frente para a consolidação do cais existente”

"Texto-Observador Junho 2017"

sábado, 23 de maio de 2020

Metafora: o rio e o oceano

Diz-se que mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
              


Mas não há outra maneira, o rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem! Avance firme e torne-se Oceano!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Mar da Palha observado de Almada

O Mar da Palha é uma grande bacia no estuário do Rio Tejo próximo da sua foz, que no seu ponto mais largo atinge os 23 km de largura.

Mar da Palha - Lisboa | Nascer do sol, Por do sol, Mares

Começa a sul do "mouchão de Alhandra", próximo de Alverca do Ribatejo, quando se começam a formar a "Cala do Norte" e a "Cala das Barcas" (ou Sul), em torno do "mouchão da Póvoa", na margem norte, e a Cala da Arrábida a sul do "mouchão do Lombo do Tejo", na margem Sul e termina quando o rio volta a estreitar entre o Terreiro do Paço, em Lisboa, na margem Norte, e Cacilhas (cidade de Almada  na margem Sul
Estão localizadas junto do Mar da Palha as seguintes localidades: Alcochete, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Sacavém, Lisboa, Montijo, Moita, Barreiro, Amora, Seixal e Almada.

Na origem do seu nome estão os resíduos vegetais arrastados pelo rio Tejo das lezírias ribatejanas a montante, que empurradas pelas correntes e ventos circulam em toda a sua extensão.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa, Mensagem 1934)

A imagem pode conter: oceano, céu, nuvem, água, ar livre e natureza

O Passado como expressão do Presente

Inaugurado em Abril de 2001:
O Passado como expressão do Presente

                           Nenhuma descrição de foto disponível.

No espaço utilizado até ao século XII como celeiro encontra-se o Núcleo Medieval / Moderno de Almada Velha, composto pelas antigas estruturas e vitrines com os materiais recuperados durante a escavação arqueológica do local.

As peças expostas contam a história do local desde a Pré-História até ao século XIX.

Org.: Câmara Municipal de Almada
Núcleo Medieval/Moderno Almada Velha

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Capitão Leitão (1845-1903)

Quem foi Capitão Leitão...nome dado à principal e carismática rua da Cidade de Almada:
Capitão Leitão (1845-1903)

A imagem pode conter: céu e ar livre

De seu nome António Amaral Leitão, ficou conhecido, em todo o país, pela junção da patente militar que envergava e pelo seu apelido, tornando-se uma das figuras mais simbólicas do republicanismo. Capitão Leitão nasceu em Farminhão, uma pequena aldeia do Concelho de Viseu. Integrou o Regimento Militar de Infantaria 10 no Porto e, ainda jovem, abraçou os ideais republicanos.

Desde cedo participou na actividade conspiratória para derrubar a monarquia a partir da sua estrutura militar. Foi um dos principais impulsionadores da revolta de 31 de Janeiro de 1891 e uma das suas figuras mais perseguidas após o fracasso dessa sublevação (a par com outros envolvidos, militares, estudantes e intelectuais). Capitão Leitão tentou escapar às forças militares e num episódio assombroso de perseguição consegue disfarçar-se e foge a cavalo para Albergaria-a-Velha. Reconhecido e denunciado às autoridades locais por um padre acaba por ser preso, acusado de traição, e julgado pelo Conselho de Guerra que o condena a 6 anos de cativeiro ou, em alternativa, a 20 anos de degredo em África. Capitão Leitão escolhe a deportação.

Quando, por fim, chega a Angola, o destino decretado para a extradição, juntamente com outro preso, o actor republicano Miguel Verdial, constrói um caixote de grandes dimensões. O objectivo de tão insólita construção é cumprido: ambos conseguem esconder-se no seu interior, aguardando que, no porto marítimo, os carregadores o depositem no vapor com destino ao antigo Congo francês. Fogem assim, confundidos com a mercadoria. Voltam a ser descobertos, mas, mais uma vez, conseguem escapar. Fogem para Paris de onde Capitão Leitão parte sozinho para o Brasil. Em 1901 regressa a Portugal, mas morre antes de ver implantado o regime político republicano.
Apesar de não existirem registos que atestem a passagem por Almada desta figura republicana, tal como noutras localidades do país, após a implantação do novo regime, o nome de Capitão Leitão passa a usado como símbolo do sonho republicano, marcando na toponímia, no associativismo ou na educação, as ideias de coragem, progresso e humanismo associadas à República. Em Almada, a principal rua da vila é então baptizada com o seu nome, assim como anos antes já o havia sido, o Centro Republicano de Almada.

Quando vier a Primavera...Alberto Caeiro

Quando vier a Primavera
Se eu já estiver morto
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
(Alberto Caeiro foi um heterónimo criado por Fernando Pessoa )
Nenhuma descrição de foto disponível.

Curiosidades...De onde vem o nome “Almeidas”?

Chamamos “Almeidas” aos trabalhadores de limpeza de Lisboa, mas porquê?
Esta é uma expressão típica exclusiva de Lisboa.

A imagem pode conter: céu e ar livre

A origem desta expressão, tão comum hoje em dia, está relacionada com um facto muito simples. Inicialmente, quase todos os trabalhadores desta área vinham de Almeida, uma vila pertencente ao distrito da Guarda.

Como eram a maioria, começaram a ser chamados de “Almeidas”. A alcunha pegou e atualmente, os trabalhadores de limpeza da cidade de Lisboa são assim reconhecidos.

Do pouco se faz cultura:
A história é bastante simples, mas daqui resultou um traço cultural típico de Lisboa. Como esta característica, muitas outras são assim, tão simples, mas tão especiais. Daí a nossa riqueza e o que faz de Lisboa uma cidade tão especial.

domingo, 17 de maio de 2020

Almada...Centro Sul num final de tarde...15 de Maio do ano 2020

Foto de Ninoo Vita

A imagem pode conter: céu, nuvem e ar livre

Sonhos em tempos de coronavírus

Sonhar: palavra que se refere simultaneamente a dois fenômenos distintos. Na cultura ocidental, sonho é sinônimo do grande desejo de uma vida, estando, por muitas vezes, diretamente conectado ao próprio sentido da existência humana. Há também o sonho que acontece à noite, quando adormecemos, e é uma experiência sobre a qual temos pouco domínio. Esse se alimenta das reminiscências do cotidiano que se infiltram nos caminhos do inconsciente. Sonhar é como viver realidades distintas a partir de outros olhares. Mesmo que inquietantes, angustiantes ou bizarros, os sonhos nos permitem ter acesso a uma outra maneira de se relacionar com a realidade e com nós mesmos.



“Os sonhos são uma tentativa de prever o futuro com base no que já se sabe. Isso é produzido pelo inconsciente, que junta as pontas, e pode vir para o consciente. Aquilo que está se manifestando e ainda não emergiu para a consciência tem a chance de se manifestar nos sonhos. Nas guerras isso aparece muito claramente”
.
  Os dois tipos de sonhos têm em comum o fato de estarem de alguma forma conectados ao futuro. O sonho que sonhamos à noite pode ser uma espécie de previsão do que irá acontecer. É o que defende o neurocientista  Sidarta Ribeiro, autor de “O oráculo da noite: A história e a ciência dos sonhos”: