quinta-feira, 7 de março de 2019

História do Castelo de Almada:

O Castelo de Almada, tal como o nome indica, fica situado na parte mais íngreme do planalto de Almada, na cidade e freguesia com o mesmo nome, no distrito de Setúbal.A sua presença no alto da colina permitiu-lhe durante anos, na época medieval, ser o centro das atenções em termos de defesa da zona e até em situações de perigo teve um grande papel.
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Tem uma das suas frentes virada para o Tejo, tendo assim uma grande vista que deixa os seus visitantes de queixo caído.
Infelizmente não é possível precisar qual a data da sua fundação, no entanto a história conta que a sua presença vem das sucessivas construções e modificações que se iniciaram no séc. XII no antigo castelo árabe que já existia naquele sítio.

                             
Esse mesmo castelo árabe acabou por ser completamente destruído pela invasão sarracena de Tacube Almançor, sendo depois edificado, durante o reinado de D. Sancho I, um novo castelo que mais tarde foi melhorado durante o reinado de D. Dinis, mas é durante o reinado de D. Fernando que este sofreu as maiores reparações.
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                         Devido à proximidade, durante o terramoto de 1755, o Castelo de Almada, viria novamente a sofrer muitos estrados e foi por volta de 1760 que começou a ser reparado novamente e a ficar tal como a sua fortificação hoje de encontra.
Já em 1825 ficou sem qualquer utilização, pois o tenente Fulgêncio Gomes dos Santos Vale recebeu ordens para entrega todo o material que estava dentro do castelo para fins militares, ficando assim o castelo durante 6 anos sem qualquer tipo de utilização, até os Miguelistas voltarem a dar-lhe o seu principal uso como forte marítimo.Em 1868 todo o seu jardim foi inaugurado e tornado público, jardim esse que tem uma vista lindíssima para todo o estuário do Tejo, levando assim muitos turistas a passar momentos em família no seu jardim, ou mesmo levando famílias inteiras a passeios “domingueiros” apreciando o ar puro e a bela paisagem circundante.O jardim do castelo chama muitos turistas, apesar do seu interior estar interdito aos mesmos, levando assim com que este mesmo jardim todos os dias esteja cheio de pessoas a fazer a sua caminhada diária, a passear com a sua cara metade, ou simplesmente a apreciar a beleza que está à sua volta:

                                                         
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O Castelo de Almada foi, de forma improvisada, tornado hospital durante o surto de epidemia da pneumonia, sendo assim uma grande ajuda para todos.
Foi mantido com tropas de artilharia até à altura do 25 de Abril e após 1976 as suas instalações passaram a ser ocupadas por forças de Guarda Nacional Repúblicana.
Ao contrário de outros Castelos presentes em todo o país, o Castelo de Almada não permite visitas (a não ser por questões profissionais ou escolares), permitindo apenas passeios nos seus jardins de uma forma muito subtil. Isto deve-se à presença da força militar no seu interior, presença essa que impossibilita também mais trabalhos de investigação sobre o local.
Acabando assim por atrasar todo o conhecimento de um local que foi fundamental para o desenvolvimento da região e importantíssimo na época medieval.

Mesmo com a presença constante das forças militares no seu interior, este mantém-se fiel ao que foi reconstruido após o 25 de Abril, destacando as muralhas que ainda hoje se encontram em pé tal como estariam nessa altura, apenas o seu interior foi restaurado de forma a permitir a presença humana diária sem qualquer tipo de perigo para a saúde de quem dentro dele se encontra.
Em jeito de conclusão, o Castelo de Almada, apesar de ainda não estar aberto ao público para visitas, é sem dúvida uma referência história da região e de toda a nação na época medieval.

segunda-feira, 4 de março de 2019

A caminho de um bairro fantasma a tentar ganhar nova vida

Uma moagem com interesse histórico, diversas fábricas de cortiça, oficinas de tanoaria, o arsenal do Alfeite e as pequenas lojas deram vida à zona do Caramujo e Romeira, na Cova da Piedade, em Almada, durante quase dois séculos. Hoje ao abandono, o antigo bairro industrial tenta ganhar nova vida, mas é uma sombra fantasmagórica do passado.
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Primeiro era a família real que escolhia o palácio do Alfeite como local de veraneio. Mais tarde, o Hotel Club albergava os banhistas a poucos metros das muitas fábricas de cortiça que, a partir de meados do século XX, se instalaram na aldeia do Caramujo e na quinta da Romeira Velha.
Os moleiros já ali tinham chegado antes, e um dos seus descendentes, António José Gomes, fundou em 1865 a moagem que viria a laborar durante mais de um século: a Fábrica Industrial Aliança. Mais tarde, no local de um antigo estaleiro, viria a ser instalado, em 1936, o Arsenal do Alfeite.
Imponente, como se quisesse resistir a tudo, ergue-se o edifício da moagem. Classificado como imóvel de interesse público, foi construído para resistir: mandado erguer por António José Gomes na sequência de um incêndio foi o primeiro edifício em Portugal com uma estrutura integralmente de betão armado, que espera agora, coberto de graffitis, ser convertido em museu.
Hoje, depois da decadência que se iniciou nos anos 1960 e se acentuou na década seguinte, o bairro ganhou a aparência de uma cidade fantasma, com o fecho de todas as fábricas. Há, contudo, sinais de uma tentativa de renascimento – antigos armazéns convertem-se em ginásios, um dos antigos refeitórios de uma fábrica está prestes a converter-se em edifício multiusos e é lá que estão alguns restaurantes, como a Tia Bé – são, aliás, uma das actuais imagens de marca do local.
Mais recentemente abriu o restaurante "Mercado da Romeira"

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Sim, o Terreiro do Paço já teve árvores.

Dezembro de 1865.
Quando Manuel Joaquim de Almeida, 1.º Barão de Alenquer, liderava a Câmara de Lisboa, o vereador Polycarpo dos Santos chegou à sessão municipal com uma proposta: colocar árvores na Praça do Comércio que dessem mais sombra a quem passeasse por aquelas bandas. A proposta de Polycarpo foi aceite: as árvores foram plantadas nas laterais do Terreiro do Paço ainda sem folhas e cresceram ao longo de muitos anos até que as copas frondosas dessem sombra verdadeiramente digna desse nome.
   
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No final do século XIX e durante as primeiras décadas do século XX, as sombras das árvores cobriam boa parte dos passeios nas alas laterais do conjunto da praça pombalina. Em 1895, quando a reforma da arborização da praça ainda estava a decorrer, um Ofício ordenou a colocação de bancos de pedra debaixo das árvores: como eram muito caros — custavam 120 mil réis cada um –, foram colocados apenas seis bancos no primeiro ano e mais seis no segundo ano.
Mas foi sol (neste caso, sombra) de pouca dura. Nos anos 20, a Real Associação de Arquitectos começou a pressionar a Câmara, então liderada por Pedro Augusto Franco, 1.º Conde do Restelo, para retirar os bancos e as árvores da Praça do Comércio. A instituição dizia que as copas das árvores eram demasiado grandes e que quem estivesse no centro da praça não conseguiria ver as arcadas e as janelas do Terreiro do Paço. A Câmara cedeu à pressão da associação e, na segunda década do século XX, arrancou as árvores e retirou os bancos. E a Praça do Comércio ficou com o aspecto que hoje conhecemos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O glaciar maior que Portugal que pode fazer o mar subir um metro

O Thwaites, situado na Antártida, é um Glaciar tão grande que, se derreter completamente, fará subir as águas dos oceanos entre 80 centímetros e um metro. O problema? A questão não é “se derreter”, é “quando”, e isso pode desencadear algo bem pior


                                             

Há 20 anos, o Thwaites, no Leste da Antártida, era responsável por 2% do aumento do nível médio das águas do mar. Hoje, o número subiu para os 4%, o que é ainda mais impressionante se se levar em conta a velocidade crescente da subida do mar nas últimas décadas. Por outras palavras, o glaciar, quase duas vezes maior do que Portugal, está a derreter mais rapidamente. E as consequências podem ser catastróficas: o Thwaites, além de um volume de água suficiente para fazer subir o nível médio das águas do mar entre 80 centímetros e um metro, está de certa forma a suportar um imenso manto de gelo nas suas costas. É por essa razão que os cientistas apelidam massas de gelo como esta de “glaciares-rolha”.
Em 2018, iniciou-se um trabalho de campo de cinco anos no glaciar, um projeto conjunto dos EUA e do Reino Unido que vai custar perto de 50 milhões de euros. A Colaboração Internacional do Glaciar de Thwaites (CIGT) é a maior iniciativa conjunta na Antártida desde pelo menos os anos 1940, quando se fez o mapeamento do continente austral. Com isto, percebe-se a importância que está a ser dada ao glaciar.

UM MURO PARA SALVAR O PLANETA

A instabilidade do glaciar é motivo mais do que suficiente para nos preocuparmos. “Se o Thwaites se portar bem, teremos um metro de subida do nível do mar até 2100, e a isso, sendo doloroso, a Humanidade pode ainda adaptar-se”, explicou à revista Wired Richard Alley, especialista na Antártida e colega de Sridhar Anandakrishnan. Se o Thwaites colapsar, no entanto, “podemos esperar três ou quatro metros”. Isto porque, soltando-se a rolha, o Manto de Gelo do Leste da Antártida começará lenta mas inapelavelmente a fluir para o mar. Recorde-se que 40% da população mundial vive a menos de 100 quilómetros da costa.
As possíveis consequências são catastróficas ao ponto de já haver cientistas a propor soluções tão drásticas, de geoengenharia, que atualmente ainda nem temos capacidade para pôr em prática. Um dos projetos de que se tem falado mais nos últimos anos é a instalação de uma miríade de placas para refletir a luz solar, minimizando assim o aquecimento (a propósito, a diminuição de gelo é, por assim dizer, uma bola de neve: quanto mais calor, mais gelo e neve derretem; quanto menos gelo e neve houver, mais radiação solar é absorvida pelo solo e mais o planeta aquece).
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

'Buraco' gigante descoberto debaixo de glaciar da Antártida

A desintegração rápida da massa de gelo pode ameaçar comunidades costeiras em todo o mundo.
Os cientistas descobriram uma 'cárie' de tamanho gigante por baixo de um glaciar na Antártida, que faz aumentar a suspeita de que a camada de gelo está a derreter mais rápido do que era esperado. Os investigadores, a trabalhar num estudo liderado pela NASA, encontraram a caverna com 300 metros de altura e com "dois terços do tamanho da ilha de Manhattan" de tamanho por debaixo do glaciar Thwaites, um glaciar monstruoso com 120km de largura.

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Num comunicado da agência espacial é referido que um espaço com aquele tamanho deveria ter contido cerca de 14 mil milhões de toneladas de gelo, gelo esse que derreteu nos últimos três anos. No estudo feito, os cientistas dão conta de que a alteração rápida do gelo foi "inesperada" em certos pontos do glaciar.

O 'buraco' foi encontrado com recurso a satélites italianos e alemães e a uma radar de penetração de gelo da NASA.

"O tamanho da cavidade debaixo do glaciar tem um papel importante no derreter do gelo", referiu o autor do estudo, Pietro Milillo, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, ao Guardian, acrescentando que "quando mais calor e água ficarem debaixo do glaciar mais rápido derrete".

No entanto, explicou, o tamanho da 'cárie' não é a principal preocupação da equipa, porque as toneladas de gelo libertadas já estão no fundo do oceano e por isso não vão contribuir para o elevar o nível do mar. O importante é que revelou a interação entre o mar e o gelo. 

Este glaciar tem gelo suficiente para aumentar o nível dos oceanos mundiais em cerca de 65 centímetros e como serve de apoio para outros glaciares em redor, se todo esse gelo cair no oceano também o nível do mar aumentava mais 2,4 metros.

Mas, "a questão importante atualmente não é se os glaciares vão derreter, mas sim a que velocidade", referiu Jeremie Mouginot, o co-autor do estudo.

Outros dos investigadores revelou: "Suspeitamos há anos que o Thawaites não estava corretamente encaixado à rocha que tem por baixo".
07/02/2019

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

FORTE DE S.SEBASTIÃO DA CAPARICA

A Torre Velha, situada na margem sul do rio Tejo, foi mandada erigir por D. João II, no lugar do antigo Forte da Caparica, construído no reinado de D. João I. A sua estrutura original, segundo as gravuras de Garcia de Resende, era composta por uma torre e um baluarte, no mesmo modelo desenvolvido alguns anos depois na Roqueta de Viana do Castelo e na Torre de Belém.
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       Em 1571, à semelhança do que aconteceu com diversos fortes ao longo da costa portuguesa, D. Sebastião mandou reformar a torre, ficando responsável pela obra Afonso Álvares, cujo projecto a transformou numa fortaleza de maiores dimensões.

Nessa época passou a ser designada por Fortaleza de São Sebastião da Caparica. Entre 1580 e 1640 ficava conhecida como Torre dos Castelhanos, sofrendo alterações estruturais durante a dinastia filipina. A fortaleza que chegou aos dias de hoje mantém as partes fundamentais existentes em meados do século XVII, como comprova uma planta desenhada em 1692 (IAN/TT, Col. Casa de Cadaval). A planta da fortificação desenvolve-se em U, composta por três corpos, e três baluartes com casernas. Uma das extremidades do forte é prolongado por um baluarte e pela torre de vigia. Junto à porta de armas foi edificada a capela, dedicada a São Sebastião. O corpo central da Torre Velha é de planta quadrangular, rebaixada, à qual foi adossada a casa do governador. A antiga porta da praça, junto à torre, ostenta escudo com as armas de Portugal.
No final do século XVIII a fortaleza voltava a receber obras, possivelmente de consolidação, dirigidas pelo coronel Francisco D'Alincourt (SOUSA,Raul,1997). Em 1801 as fortalezas da margem sul do Tejo eram desactivadas, e alguns anos depois a Torre Velha foi transformada em lazareto, destinado a abrigar passageiros e tripulantes que necessitassem ficar em quarentena. No ano de 1832 a torre voltava a ser remodelada e reactivada, mas no final do século XIX servia apenas como depósito e alojamento. A Fortaleza da Torre Velha é um dos mais importantes exemplares da arquitectura militar renascentista portuguesa, uma vez que foi dos primeiros sistemas integrados de artilharia para defesa da barra de um estuário desenvolvidos em Portugal nos finais do século XV, inícios do século XVI, formando uma "defesa tripartida" da barra do Tejo juntamente com o baluarte de Cascais e a Torre de Belém.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Seca na Europa faz rios revelarem pedras com gravuras preocupantes

A Europa está passando por um momento de seca, e junto com essa crise, coisas assustadoras começaram a aparecer, como contornos misteriosos em pedras feitos por sociedades antigas que foram deixados ali por um único motivo: alertar a todos!



Essas pedras com escritas são conhecidas como ‘pedras da fome’ e as primeiras surgiram na República Tcheca logo após uma forte seca que ainda se faz presente na Europa Central, de acordo com informações colhidas pelo portal AP News.
As pedras estão no rio Elbo e pela tradição, deveriam permanecer abaixo do nível rio, entretanto, com o recorde de seca que assola a região, as rochas com as palavras grifadas vieram a tona mais uma vez.



Em torno de Děčín é possível avistar seis pedras da fome, e segundo guias turísticos, a primeira gravura foi feita em 1616 e está escrito: “Wenn du mich siehst, dann weine” (Se você me vir, chore). É ou não é assustador?

Algumas outras trazem dizeres como “Nós choramos e você vai chorar”, e “Quem uma vez me viu, chorou. Quem me vê agora vai chorar”.


Há uma série de razões para que todos esses ataques sinistros de choro existam, uma delas é que quando essas pedras ficam visíveis, é sinal de colheita ruim, falta de comida e preços mais altos, por conta da falta d’água.
Além disso, quando o nível da água diminui, o transporte fluvial torna-se mais difícil, ameaçando o sustento das famílias que vivem ao longo da costa.

7/Janeiro/2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Os filhos são o motor que nos impulsiona a continuar, não importa o que aconteça

Os filhos, aqueles seres que trazemos ao mundo em milhares de sonhos e projetos, muitas vezes tornam-se tudo o que precisamos para nos levantar e seguir em frente. Certamente todos nós temos aquela força interior que nos impulsiona, que nos motiva, mas quando temos filhos, esse estímulo se multiplica e vemos como nossas habilidades se multiplicam, como nossas forças vêm de onde não sabemos e como podemos continuar, não importa o que aconteça.
             

Existem muitos tipos de amor, mas somente quem tem filhos entende a motivação que eles representam, o impulso que eles dão e a impossibilidade de se render a qualquer circunstância, não apenas por querer dar-lhes o melhor, incluindo o melhor exemplo, mas por causa da necessidade de tornar suas vidas melhores, e quando os pais estão bem, os filhos estão bem.
Não importa quantos anos eles tenham, nós somos o suporte natural de nossos filhos e de qualquer forma eles entendem e percebem quando não estamos passando por um bom tempo. Então, deixar qualquer situação negativa se torna uma prioridade para os pais.
Muitas vezes podemos sentir que o mundo desmorona diante de nossos olhos, mas depois nos voltamos e vemos aquele olhar daquele ser que veio de nós e tudo muda, sabemos que não precisamos de nada mais do que aquela força que nos faz sentir importante na vida daqueles que mais amamos e para eles a nossa visão do mundo, mesmo desmoronando, simplesmente muda.
A vida tem um significado particular para cada pessoa e propósitos muito variáveis, mas quem tem filhos sabe que há um antes e um depois, que as prioridades mudam, que queremos ser melhores a cada dia, de uma necessidade diferente, já não se trata apenas de nós, mas de alguém que veio através de nós e cujo mundo e visão dependerão em grande parte do que nós, como pais, podemos mostrar a ele.
Se você está passando por um momento ruim, você tem filhos e ainda não consegue encontrar a força para se levantar ou seguir em frente, inicie aquele motor natural que é ativado apenas olhando nos olhos daquele ser que confia em nós, até mais do que podemos fazer por nós mesmos, tenha em mente que seus passos não apenas determinam seu caminho, mas de longe determinarão a vida daqueles pequeninos que trouxemos ao mundo. Agradeça àquela energia que não precisa de muito para ativar e continua o caminho.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Onde está a acontecer o aquecimento global?

"Olhem para os oceanos"
Temperaturas sobem mais que o previsto:
O aquecimento dos oceanos é um marcador crítico das alterações climáticas porque se estima que 93% do excesso de energia solar retida pelos gases com efeito de estufa se acumula nos oceanos.


A temperatura dos oceanos no mundo continua a aquecer, e segundo os cientistas, mais rapidamente do que estava previsto. No mais recente relatório publicado pela revista ”Science” é possível concluir que os oceanos continuam a aquecer em média 40% mais rápido do que havia sido estipulado no painel das Nações Unidas há cinco anos. Os investigadores também concluíram que as temperaturas do oceano quebraram recordes durante vários anos consecutivos.


“Se se quiser saber onde está a acontecer o aquecimento global, há que olhar para os oceanos”, disse Zeke Hausfather, da Universidade da Califórnia, co-autor da análise.

“Enquanto 2018 será o quatro ano mais quente registado à superfície, deverá ser também o mais quente já registado nos oceanos, como foram 2017 e 2016”, disse Hausfather.
À medida que o planeta foi aquecendo, os oceanos tiveram um papel de amortecedor, absorvendo 93% do calor aprisionado pelos gases estufa que continuamente bombardeiam a atmosfera.
“Se o oceano não absorvesse tanto calor, a superfície da terra já teria aquecido muito mais rapidamente”, disse Malin L. Pinsky, professor associado do departamento de ecologia, evolução e recursos naturais da Universidade Rutgers, na Nova Jérsia. “Na verdade, o oceano está a salvar-nos do atual aquecimento na Terra”, esclareceu.
Mas as altas temperaturas da água estão, na verdade, a matar os ecossistemas marinhos e a aumentar os níveis do mar, o que faz com que as catástrofes naturais marinhas sejam cada vez mais fatais.
Enquanto os oceanos continuam a aquecer, esses efeitos tornam-se cada vez mais catastróficos, dizem os cientistas. Tempestades como o furacão Harvey em 2017 e o furacão Florence em 2018 vão-se tornar mais comuns, e os litorais irão sofrer inundações com maior frequência.
Os recifes corais, cujas populações de peixes são fontes de alimento para centenas de milhões de pessoas, ficarão sob pressão. Actualmente, mais de metade dos recifes corais já foram destruídos.

Além da análise de estudos anteriores, a análise tem em conta os dados do programa Argo, uma frota de quase 4.000 robots flutuantes que vagueia nos oceanos e que ciclicamente vai mergulhando a dois mil metros e mede as temperaturas, o ph, ou a salinidade, transmitindo depois esses dados para estações em terra. O Argo fornece dados desde a década passada.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A ponte que foi uma miragem recente sobre o rio Coina.

(E a historia da que já lá esteve:)

Barreiro desistiu da construção da ponte ciclável e pedonal entre esta cidade e o Seixal que estava prevista num protocolo assinado desde 2017. O investimento camarário vai ser direcionado para a construção de uma rotunda junto ao terminal dos barcos que fazem a ligação a Lisboa para o aumento de espaço para peões e área verde junto a esta estação e à construção de uma ciclovia.



 A historia da que já lá esteve:


O caminho de ferro do Barreiro ao Seixal foi o 156° troço de via férrea construído no país desde a fundação dos Caminhos de Ferro Portugueses em 1856, no reinado de D. Pedro V – troço de Lisboa ao Carregado.
Para a construção da via foi feita uma ponte sobre o rio Coina, tendo sido inaugurada a sua exploração, no dia 29 de Julho de 1923, até à estação do Seixal, e previa-se a conclusão do ramal Barreiro – Cacilhas. O projecto parou em 1925, e a Ponte Seixal – Ponta dos Corvos sobre o rio Judeu, acabou por não ter utilidade, tendo os tramos completos sido desmontados e utilizados na ponte rodoviária de Alcácer do Sal (substituindo a velha ponte de madeira)












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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Silêncio e Memória 23 Prémios Nobel de Literatura

10 Dezembro 2018 a 24 Fevereiro 2019

Silêncio e Memória — 23 Prémios Nobel de Literatura acolhe mais de 160 fotografias de Kim Manresa e  excertos das entrevistas realizadas por Xavi Ayéna a 23 dos Prémios Nobel, numa atmosfera que reproduz a cumplicidade e a intimidade que foi sendo gerada entre os artistas e os escritores, num trabalho iniciado em 2005.
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Para reforçar esta ligação com a literatura, existem pontos de leitura onde os visitantes poderão ler os pensamentos, as ideias, as palavras dos 23 laureados, num ambiente pensado para esse efeito.
A exposição está integrada nas celebrações dos 20 anos da atribuição do Nobel a José Saramago. Durante o período de abertura ao publico terá lugar na Fundação José Saramago, um programa paralelo, em parceria com a Embaixada da Suécia em Portugal, com conferências sobre alguns destes escritores. Silêncio e memória, dois conceitos através dos quais se celebra José Saramago, a Cultura e, sobretudo, a Literatura a nível global com a representação de 21 países.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

A Agua da Vida-uma metáfora sobre o egoísmo

A água da vida, desejando se tornar conhecida na face da Terra, jorrava de um poço e corria sem esforço nem restrições. As pessoas vinham beber a água mágica e ficavam nutridas, pois ela era muito limpa, pura e revigorante. Mas a humanidade não se contentou em deixar as coisas nesse estado paradisíaco. Gradativamente começou a murar o poço, cobrar entrada, reivindicar a posse da propriedade ao redor do poço, fazer leis elaboradas quanto a quem teria acesso ao poço, colocar cadeados nos portões.



Logo o poço se tornava propriedade dos poderosos. A água ficou zangada e ofendida; parou de correr e foi jorrar em outro lugar. As pessoas a quem pertencia a propriedade ao redor do primeiro poço estavam tão entretidas com seus sistemas de poder e de propriedade que não perceberam que a água havia desaparecido. Continuaram vendendo a água inexistente, e poucas perceberam que o verdadeiro poder não existia mais.
Mas algumas pessoas insatisfeitas muniram-se de grande coragem e foram em busca do novo poço. Em breve esse poço também caiu sob o controle dos proprietários de terras e o mesmo destino se abateu sobre ele. A fonte tornou a se transferir para outro lugar — e assim a história vem se repetindo.
Essa é uma história que mostra como uma verdade fundamental pode ser mal usada e distorcida num jogo egocêntrico. Segundo dizem, era uma das metáforas favoritas do famoso psiquiatra Carl Gustav Jung. Mas a maravilha da história é que a água está sempre correndo em algum lugar e está disponível a qualquer pessoa inteligente que tenha a coragem de procurar a água da vida na sua forma atual.
A água tem sido frequentemente usada como símbolo do mais profundo alimento espiritual da humanidade. Hoje ela também está jorrando, como sempre, pois o poço é fiel à sua missão; mas a água jorra em alguns lugares esquisitos. Muitas vezes parou de jorrar nos locais costumeiros, reaparecendo em outros dos mais surpreendentes.
Autor: Robert A. Johnson

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Porque estamos no Natal:

Há quem o recorde e dele fale...hoje sou eu a recorda-lo:
Que estranho Romeu, que esta terra que foi a tua e que tanto te deve, te recorde tão pouco:
Foi, nos últimos anos da sua vida, o dramaturgo mais representado por grupos amadores de teatro em
Portugal.
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Paralelamente à carreira de escritor, Romeu Correia foi Atleta de alta competição em Atletismo e Campeão Nacional de Boxe amador.
Recebeu, em 1962 e 1975, o prémio Casa da Imprensa; em 1984, o Prémio de Teatro 25 de Abril, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro; e, pela peça O Vagabundo das Mãos de Oiro(1962), o Prémio da Crítica.
Escreveu ainda, entre outras peças, Casaco de Fogo (1953), Bocage(1965), Grito no Outono (1980), Tempos Difíceis (1982), O Andarilho das Sete Partidas (1983) e A Palmatória (1995).
Muitas das suas obras foram traduzidas em Chinês, Húngaro,Checo, Alemão, Russo e Braille.
No entanto também é bom salientar que existe ainda a Escola Secundária Romeu Correia, na freguesia de Feijó (concelho de Almada). Em Dezembro de 2008 foi inaugurado em Almada um painel em azulejo alusivo à sua obra literária, da autoria de Louro Artur. O painel pode ser encontrado na zona de Almada Velha, junto às Piscinas da Academia Almadense, na Rua Leonel Duarte Ferreira.
Recordo "Bonecos de Luz "A propósito do Natal:
é, talvez, a sua obra mais conhecida.
( Diálogo entre BIGANGA, Sem-Abrigo e PARDALITO, Menino de Rua, a propósito do Natal)
- Sabes que dia é amanhã?
- Amanhã... é dia de Natal, não é?
Que sim - retorquiu o vendedor de sinas- amanhã era o dia mais bonito do ano.
- Mais bonito porquê?- Olha o mais bonito!... Estás cuma febre !...
- É a grande festa da família! Há rancho melhorado...Mas são os miúdos que ficam a ganhar. põem a bota na chaminé e recebem brinquedos...
- Vai impingir essa às osgas!... Brinquedos na bota...! AH!AH! AH!
- Bom - gaguejou ele - para essas coisas acontecerem não bastava a boa vontade do Menino Jesus...Primeiro era preciso que cada rapazinho tivesse um par de botas...Não admirava, portanto, que a garotada descalça de pé e perna não apanhasse nada.
Indignado, cresci para o gigante:
- Mesmo que eu TIVESSE BOTAS...QU'É DO SÍTIO !?... QU' É DA CHAMINÉ PARA PÔR AS BOTAS!?
- AH....
In "Bonecos de Luz", Cap.XV, Romeu Correia ( Com Supressões)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ensaio sobre a Cegueira (filme)

O filme abriu o Festival de Cannes de 2008:
Dirigido por Fernando Meirelles
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Sinopse:

Numa cidade grande, o trânsito é subitamente atrapalhado quando um motorista de origem japonesa, não consegue dirigir e diz ter ficado cego. Ele é ajudado a chegar em casa por um homem, que acaba por roubar o seu carro. No dia seguinte ele e a mulher vão consultar um oftalmologista, que não descobre nada de errado com os olhos do primeiro cego. Esse diz ainda que uma "luz branca" impede a sua visão. Pouco tempo depois, todas as pessoas que tiveram contacto com o primeiro cego - sua esposa, o ladrão, o doutor e os pacientes da sala de espera do consultório - também ficam cegas.
O governo trata a doença como uma epidemia e imediatamente coloca de quarentena os doentes, numa instalação vigiada o tempo todo por soldados armados.
A mulher do oftalmologista é a única que não é afectada, mas finge estar com a doença para acompanhar o marido no seu sofrimento...[...]

Quando o filme terminou e as luzes foram acesas, Saramago, emocionado, disse a Meirelles: "Fernando, estou tão feliz por ter visto esse filme... feliz como estava quando acabei de escrever o livro"

domingo, 16 de dezembro de 2018

Bohemian Rhapsody, a música dá sentido às nossas vidas

Bohemian Rhapsody, dá-nos a oportunidade de mais uma vez desfrutar da música, para reviver um dos grupos mais emblemáticos e inovadores do século XX. 

Mais do que uma cinebiografia, lembra-nos que a música deve nos excitar, nos fazer vibrar e, em última análise, sentir.
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Fala-se muito sobre Bohemian Rhapsody, as opiniões são muito diversas e muitos apontam para questões da vida de Freddie que permaneceram no ar, que não foram tratadas ou que foram suavizadas. A verdade é que o mundo da música e, em especial, o rock, predominante de meados do século XX, esteve profundamente ligado ao excesso, às drogas e à destruição. Nós nutrimos a figura das estrelas do rock cercadas de excessos; Nós catapultamos essas estrelas ao nível de gênios obscuros e mal compreendidos, que gastavam o tempo com orgias, álcool e qualquer tipo de droga.


Parece impossível romper a associação entre o rock e excessos, embora sempre haja excecções, alguns como Bruce Springsteen ficaram à margem. Mas, sem dúvida, parece que pensar em rock é pensar em sexo desenfreado, festas loucas e extravagantes. Talvez seja o que algumas pessoas esperavam encontrar em Bohemian Rhapsody. Da mesma forma, seria de esperar uma visão mais profunda da doença de Mercury: o HIV; como esta doença o fez perder um pé e levou-o a um sofrimento que não é visto no filme.
Neste ponto, pode-se perguntar se a fita deve ser interpretada como um filme biográfico de Freddie ou Queen; e a única resposta possível é que é uma cinebiografia do grupo britânico. Sim, é verdade que na maioria das cenas se explora Freddie, mas também é verdade que ele é a figura mais reconhecível no grupo. Sua voz espetacular, sua conexão com o público, suas extravagâncias e sua morte prematura fizeram dele uma figura que, imediatamente, associamos ao talento e ao gênio. Portanto, não é de estranhar que seja a alma do filme.

Bohemian Rhapsody: além de Freddie

Se o que queremos é ver um filme totalmente fiel e detalhado da vida de Freddie Mercury, então é melhor não ver o Bohemian Rhapsody. Como qualquer adaptação, parte de uma história e constrói algo totalmente diferente. Não devemos esquecer que o cinema, por mais fiel que seja à realidade, não deixa de ser uma narrativa, uma criação artística que, por sua vez, é profundamente limitada pelo tempo. Por esta razão, a cronologia é deixada um pouco à imaginação e certas licenças criativas são tomadas. Tudo isso pode se tornar um grande sucesso ou cair na catástrofe.
Deixando de lado as questões cinematográficas, estamos diante de um filme que nasce em um momento totalmente necessário. A música, como todas as artes, está mudando constantemente desde o nascimento. Muitos artistas são reavaliados ao longo dos anos, enquanto outros caem no esquecimento. E, no final, os que sobrevivem são os clássicos; aquelas obras que, por qualquer motivo, marcaram um antes e um depois.
Nos últimos anos, a música se tornou, mais do que nunca, um objeto de consumo; onde a quantidade é mais importante do que a qualidade, onde o antigo é o que foi ouvido há um ano. Os jovens conhecem Freddie? Tratando-se de uma figura tão popular, poderia-se pensar que a grande maioria sim; no entanto, a realidade é bem diferente. E se pedirmos a um de seus contemporâneos, ouso aventurar que a resposta será, em sua maioria, negativa.
Bohemian Rhapsody é uma ode à música, à música em que o autotune não era o protagonista e a criatividade do artista era fundamental (desde que o produtor consentisse). A imagem diabólica das gravadoras também está presente no filme, a sociedade de consumo avançava enormemente e ninguém se interessava por ópera, muito menos uma música cuja duração ultrapassava 3 minutos. Contra todas as probabilidades, Queen conseguiu cativar um público mais heterogêneo, demonstrando que a qualidade não precisa ser um antônimo de venda.

16/12/2018

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Alterações climáticas e direitos humanos


Os políticos que ignoram os avisos dos cientistas em relação às alterações climáticas,estão a promover graves violações do direitos humanos, ecocídios e mesmo genocídios. E deviam ser responsabilizados por isso.

domingo, 9 de dezembro de 2018

O Conto do Vigário, de Fernando Pessoa

Que Fernando Pessoa é um poeta intemporal, isso é de conhecimento geral. Que há livros que surgem em fases propícias – tendo em conta os temas políticos, sociais e económicos vigentes – também os há. Este pequeníssimo conto, escrito em 1926, é um deles. O título do conto é um adágio bem popular de todos. Mas de onde vem essa designação? Resposta: a origem de «O conto do vigário» é obra de Fernando Pessoa.

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Alguns já foram vítimas, outros, protagonistas. Os vigários podem actuar por conta própria (os mais gananciosos) ou por conta de outrem (intermediários) e são habilidosos em persuadir as pessoas incautas (e não só) variadíssimas inverdades, com o intuito de lhes forjar dinheiro. Alguns são mesmo mitómanos. Directamente ou não, sobra sempre ao Zé-Povinho o seu quinhão a pagar e por vezes, camuflado em pequenas letrinhas – na hora de assinar um contrato - o conto prega-nos uma partida.Mas falemos da narrativa.

 Manuel Peres Vigário, de seu nome, é um ribatejano de idade incerta - mas avançada - que vive do cultivo das terras que amanha.«Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer?».O Vigário rejeita a oferta e diz: «isso nem a cegos se passa». Depois de muita regatagem por parte de ambos, as notas falsas mudam de mãos.

 Uns dias mais tarde, nas mãos de outros não tardam a chegar. E quem é inocente, de um dia para outro, passa a ser rotulado de charlatão, burlão, chico-esperto, etc.Em 1925 (um ano antes de Fernando Pessoa ter escrito este conto) um dos maiores vigaristas da história portuguesa e mundial, protagonizou um dos desfalques mais habilidosos de que há memória: Alves dos Reis (ver aqui).

 
No conto, a moeda de troca era o real (o que reduzimos o espaço temporal a antes de 1911); na história de Alves dos Reis, a moeda era o escudo ($); hoje, a moeda é já outra (€), mas as vigarices continuam.

E quantos contos-do-vigário ainda estão por descobrir.Este conto sendo verdadeiro, inventado ou inspirado, não tem como lhe tirar o brilharete. Fernando Pessoa, ontem, hoje e sempre - actual.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Por terras de Azeitão…

Os extensos olivais existentes desde os tempos da colonização árabe deram-lhe o nome. Azeitão integra o concelho de Setúbal e dista escassos quilómetros da Arrábida e das praias do Sado

      Azeitão - Fotografia de JORGE MAIO

A região é conhecida pelas suas nobres quintas, pela produção vinícola, e pelos seus saborosos queijos – eleitos como um dos 50 melhores produtos gastronómicos do mundo “Great Taste Awards”, organizados pela ‘Guild of Fine Food, conhecidos como os Óscares da gastronomia. Sem esquecer as deliciosas tortas.

                     Azeitão - Fotografia de JORGE MAIO - 01

Foi terra natal do poeta e pedagogo Sebastião da Gama, conhecido pelos seus poemas sobre a Serra da Arrábida.
De entre os imóveis dignos de ver ou visitar merecem destaque a Igreja de São Lourenço, o Chafariz dos Pasmados, as Caves José Maria da Fonseca e respectivo Museu do Vinho num belo edifício do século XIX, o Paço dos Duques de Aveiro, a Quinta das Torres e a Quinta da Bacalhoa, esta famosa também pelos seus vinhos.
Esta mansão quinhentista é considerada como o mais importante repositório da azulejaria primitiva em Portugal.

       Azeitão - Fotografia de JORGE MAIO - 05

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Plano de Pormenor do Cais do Ginjal

Almada quer que Cais do Ginjal e Margueira mudem o eixo da cidade:
Promotor e autarquia querem iniciar as obras ainda em 2018. Projecto prevê 330 fogos, um hotel, reabilitação dos antigos armazém e alargamento do cais.

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A construção do projecto imobiliário que vai reabilitar o antigo Cais do Ginjal, em Almada, deve arrancar ainda em 2018, disseram o promotor e a Câmara Municipal de Almada durante a inauguração de uma exposição sobre o projecto, que esteve patente no Fórum Municipal Romeu Correia.

A autarca, Inês de Medeiros, e o administrador do grupo madeirense AFA, Teixeira Sousa, expressaram publicamente a vontade de iniciar as obras até ao final do ano. “Tem que ser este ano. Até ao final do ano temos que ter equipamentos em obra”, afirmou Teixeira de Sousa. Ao PÚBLICO explicou depois que os trabalhos vão começar pela construção das infra-estruturas da urbanização. Até ao arranque das obras, além do plano de pormenor, terá de estar concluído o plano de urbanização.

O administrador contou que, nos últimos 12 anos, os responsáveis pelo grupo AFA pensaram “várias vezes” em desistir do projecto “tais foram as dificuldades”, e assegurou que agora a empresa está “empenhada em levar o processo até ao fim” e que tenciona arrancar com os trabalhos no terreno “o mais rápido possível”.

Inês de Medeiros assegurou que autarquia e a empresa vão ser “céleres na resolução” dos problemas ainda pendentes entre os quais, revelou ao PÚBLICO, está a reversão do terreno onde está instalado o centro comunitário.

A Expo de Almada
Tanto a presidente do município como o promotor do projecto imobiliário dizem que o novo Ginjal vai alterar a imagem da cidade, sobretudo para quem a vê a partir de Lisboa.

Inês de Medeiros sublinha que o Ginjal é a “grande porta de entrada de Almada” e o local “onde os almadenses têm melhor acesso directo ao rio”. A autarca compara os dois grandes projectos imobiliários de Almada — o Ginjal e a Margueira — à Expo 98 na zona oriental de Lisboa.

"Extracto,Noticia do Publico" 16 de Fevereiro de 2018,

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

De Lisboa até ao Cristo Rei (Almada)

Em Almada, no distrito de Setúbal, com vista para a cidade de Lisboa, o Cristo-Rei foi inaugurado em 17 de Maio de 1959. Dizem que é o melhor miradouro para admirar Lisboa, do outro lado do rio Tejo. Se estiver céu limpo vai conseguir ver a Baía do Seixal, o Mar da Palha, Serra da Arrábida, o Castelo de Palmela e a Serra de Sintra.
                                               

Entre as mãos do Cristo-Rei a distância é de 28 metros, ou seja, a mesma da altura do corpo. Os alicerces de betão da imagem têm 82 metros de altura. A altura total é de 110 metros e a construção pesa 40 mil toneladas. A construção durou 10 anos.
Ao entrar no Santuário, o visitante é convidado a fazer uma espécie de peregrinação, visitando vários locais no seu interior.
Do lado direito, está uma sala dedicada ao Papa Beato João XXIII. E existe também a Capela de Nossa Senhora da Paz no Santuário.

Já no monumento, está a Capela dos Confidentes do Coração de Jesus onde se encontram as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, da Beata Maria do Divino Coração e da Santa Faustina Kowalska.
Ao lado desta Capela está a loja das recordações do Monumento.

        
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